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Fisioterapia pode ser a solução para problemas de tontura e vertigem

Para o fisioterapeuta Cleiton Beck, o diagnóstico correto é de extrema importância para o tratamento

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Sabe aquela tontura que surge quando acordamos de manhã? Ela pode ser resultado do mau funcionamento do sistema vestibular periférico (conjunto de órgãos do ouvido responsáveis pela detecção de movimentos do corpo). O fisioterapeuta Cleiton Beck informa que os sintomas da labirintite e da chamada vertigem posicional paroxística benigna (VPPB) costumam ser os mesmos, mas se tratam de patologias diferentes. Por isso, o diagnóstico é tão importante, a fim de que o tratamento seja feito da maneira correta.

A VPPB é um distúrbio que, com o movimento natural ou rápido que exercemos com a cabeça, pode desencadear vertigem e tontura, além de náusea e enjoo. E é aí que se dá a importância do diagnóstico preciso, já que, segundo o fisioterapeuta, diferente da labirintite, os remédios não surtem efeito para o problema. “Trata-se de um sistema complexo e, por isso mesmo, pode ser mal diagnosticado, já que a medicação costuma ser o caminho mais comum”, comenta Beck, que trabalha com algumas das mais modernas técnicas.

Aqui, é importante destacar que o Brasil é um dos poucos lugares do mundo em que não se tem a cultura de consultar diretamente um fisioterapeuta, passando primeiro pelo médico, o que, para o profissional, não precisa ser tratado como regra. “O fisioterapeuta tem total condição de avaliar os casos  e indicar as melhores condutas”, orienta.

Teste é simples e rápido

Além do reposicionamento dos otólitos (pequeníssimos cristais de sódio soltos dentro do sistema vestibular) para tratamento da VPPB, o trabalho da reabilitação vestibular consiste em exercícios específicos, que têm como objetivo melhorar a interação entre o movimento da cabeça com o movimento dos olhos. Beck explica que o diagnóstico é feito por meio de testes padrão ouro no meio científico, muito simples e rápidos e que os resultados são excelentes já na primeira sessão.

“Avaliamos o histórico do paciente. É comum queixas de tontura ao virar a cabeça para o lado, ou com movimentos rápidos da cabeça. Normalmente o problema fica praticamente resolvido na primeira sessão, apenas em casos mais graves é que o tratamento se prolonga”, elenca o profissional. A reabilitação vestibular também tem excelente aplicação para idosos que contam com déficit de equilíbrio, por exemplo.

Paciente comemora volta a atividades comuns, como dirigir

A moradora de Canoas Sinara Samuel de Camargo, 47 anos, sabe bem o que é conviver com a vertigem posicional paroxística benigna (VPPB). Foram dez anos sofrendo com tonturas e enjoos, achando que se tratava de uma labirintite, inclusive tomando remédios para essa patologia. 

“Quando me sentia tonta tomava o comprimido por dez dias seguidos. Era horrível, tinha enjoo e vômitos. E demorava horas para passar”, recorda. As crises aconteciam uma ou duas vezes no mês.

Sinara, que trabalha como cuidadora de idosos, viu sua situação mudar durante a visita de Beck a um de seus pacientes. “Ele chegou e eu estava tendo uma crise. Quis então fazer o teste de VPPB comigo e viu que o problema acontecia quando eu girava a cabeça. Desde aquela consulta, nunca mais tive nenhum tipo de problema. E isso faz quase um ano”, conta. 

Dentre as atividades que Sinara voltou a fazer depois da cura da VPPB está dirigir, que ela havia praticamente abandonado. “Me sinto muito mais segura e nunca mais precisei tomar remédio. É terrível ter medo de ter uma crise na rua, pois era repentino, no meio do dia, fora os enjoos. Minha sorte é que todas as vezes que senti os sintomas estava no trabalho ou em casa”, diz.

 
 

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