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Queda de cabelos também afeta mulheres

Até 50% das mulheres sofrem com alopecia

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A calvície costuma ser vista como um problema masculino, porém essa condição pode atingir homens e mulheres. A alopécia (nome menos popular da doença) atinge até 50% das mulheres. Isso pode ser especialmente prejudicial para a autoestima devido ao papel importante dos cabelos para o visual feminino. As causas podem estar em alterações hormonais, doenças da tireóide, anemia, uso de certos medicamentos, cirurgias, pós-parto e predisposição genética.

Segundo Ana Corcini, médica especialista em medicina estética que atua na Clínica Corcini em Porto Alegre, existem tipos de alopécia: androgenética de padrão feminino, areata e do eflúvio telógeno. Cada um deles apresenta uma causa e um padrão diferente. A alopécia androgenética de padrão feminino é o mais comum e está ligado a fatores genéticos, limitando os tratamentos. Já no caso da alopécia areata ou eflúvio telógeno, a principal causa está relacionada ao estresse. Esses tipos se diferenciam pela forma como a perda capilar acontece, podendo apresentar placas arredondadas sem pêlos no couro cabeludo ou acontecer de forma difusa.

A queda de cabelos é uma troca natural que acontece diariamente. Geralmente perdemos entre 100 a 250 fios de cabelo diariamente. Porém, existem alguns sinais que devem ser levados em consideração. "Se você está notando uma queda em maior quantidade, fios acumulando no ralo da pia ou do chuveiro, na escova, nas roupas ou no travesseiro por um período mais prolongado deve ficar alerta", explica a dermatologista Ana Paula Caramori, da Clínica Ana Paula Caramori. Cabelos mais ralos, queda em tufos e divisória mais alargada podem ser sinais de que está na hora de procurar um especialista. A presença de cascas, bolinhas, vermelhidão e ardência no couro cabeludo também devem ser tratadas com atenção.

Quando diagnosticada logo no começo, a alopécia é altamente tratável. "A boa notícia para quem sofre com a perda de cabelo é que há inúmeras opções de tratamento. Para saber a mais adequada, é necessário consultar um dermatologista, que fará uma investigação das prováveis causas do problema, através da realização de exames de sangue e de estudo minucioso, com microscópio, do couro cabeludo e das hastes capilares", explica Ana Paula. Existem opções como reposição vitamínica, cápsulas, shampoos, tônicos e procedimentos médicos minimamente invasivos que apresentam um resultado eficaz para esse controle. 

Transplante capilar pode ser opção 

Em casos avançados, o tratamento pode envolver o transplante capilar, após o controle da situação com o acompanhamento clínico. "Hoje utilizamos uma técnica moderna, sem cortes e com anestesia local, conhecida como FUE (Folicular Unit Extrection), em que transplantamos os pêlos na região e os mesmos nunca mais caem, considerada uma técnica definitiva", explica Ana Corcini. Esse procedimento tem fácil recuperação, é praticamente indolor e não deixa cicatrizes.

Para evitar os problemas com a queda capilar, a principal indicação são os cuidados através da alimentação e da nutrição. A Dra. Ana Caramori indica que sejam evitadas dietas pobres em nutrientes ou muito restritivas e a suplementação vitamínica ou hormonal sem indicação médica. Cuidados com os cabelos também devem ser tomados, evitando penteados com tração e o uso de apliques. "É fundamental também cuidar da saúde do couro cabeludo e das hastes, evitando químicas agressivas e tratando possíveis doenças inflamatórias, como a dermatite seborréica", acrescenta ela.


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