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RS ganha centro de fertilidade dentro de hospital

Hospital Moinhos de Vento inaugura moderna estrutura que fará fertilizações e congelamentos de óvulos, entre outros serviços

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Com investimento de R$ 5 milhões, o Hospital Moinhos de Vento inaugurou, nessa semana, um moderno Centro de Fertilidade - um dos poucos instalados dentro de um hospital no Brasil. A expectativa é realizar 20 ciclos de fertilização in vitro por mês, além do congelamento de óvulos e espermatozóides.

O Centro é coordenado pelos ginecologistas Eduardo Pandolfi Passos e Isabel Cristina Amaral de Almeida. Os médicos destacam dois grandes diferenciais que serão oferecidos: segurança na guarda de material congelado (óvulos, espermatozoides e embriões) e atendimento integrado aos outros serviços do hospital. Segundo Passos, que também é chefe do Serviço de Fertilidade e Reprodução Assistida, os três principais fatores para que as pessoas busquem esse tipo de atendimento são infertilidade, decisão das mulheres de adiar uma gestação e a necessidade de preservar os gametas em caso de pacientes que precisam se submeter a alguns tipos de tratamentos, como os oncológicos. A procura também cresceu entre casais homoafetivos, que representam 10% do público do serviço.

O médico Edson Borges Júnior, um dos maiores especialistas em reprodução do País, conheceu o local. “Um centro dentro de um hospital é uma coisa inovadora no Brasil. Existem poucas estruturas como esta, no mesmo espaço físico. Isso facilita o acesso da população e também o conhecimento. Além da tranquilidade de ter o material guardado aqui”, afirmou ele que é diretor científico do Fertility Medical Group, de São Paulo, e também fundou e presidiu a Sociedade Brasileira de Reprodução Assistida.

O novo serviço está dentro da estratégia do Moinhos de Vento de se tornar referência nacional e internacional. “Estamos aqui em nome de uma cidade, um estado mais protagonista. E este é um centro do nível das melhores clínicas de fertilidade do mundo”, destacou o superintendente executivo do Hospital Moinhos de Vento, Mohamed Parrini.

Casos de câncer aumentam e prejudicam a fertilidade das gaúchas

Projeções indicam que, em poucos anos, o câncer será a principal causa de morte no Rio Grande do Sul – à frente das doenças cardiovasculares, que hoje ocupam essa posição. Por outro lado, segundo Eduardo Pandolfi Passos, os diagnósticos precoces fazem com que as chances de controle e cura da doença também aumentem.

Quimio, radio e imunoterapia podem afetar a fertilidade de até 80% das mulheres e 70% dos homens submetidos a estes tratamentos. Com os serviços integrados, dentro da mesma estrutura física do hospital, foi estabelecido um protocolo para que essas pessoas sejam atendidas em até 48 horas depois do diagnóstico. “Assim, é possível garantir a preservação dos gametas sem atrasar o início do tratamento para o tumor. É inovador o que estamos fazendo aqui”, explica o médico.

Rio Grande do Sul está entre os estados que mais congela enbriões

O Rio Grande do Sul é o terceiro estado do Brasil que mais congelou embriões em 2018. Foram mais de 7 mil – o que representa 8% do total nacional. No último ano, o país registrou um aumento de 18,7% nos procedimentos de reprodução humana assistida. Porém, a oferta não vem acompanhando a demanda crescente pelo serviço.

 

 


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