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TPM ou transtorno disfórico? Entenda a diferença

Cerca de 80% das mulheres apresentam algum sintoma de TPM que, em casos graves, transforma-se transtorno disfórico pré-menstrual


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Tensão Pré-Menstrual, a TPM. Aquele conjunto de indícios físicos, emocionais e comportamentais que acontecem de maneira recorrente de uma a duas semanas antes do início da menstruação e melhoram quando ela começa. Aproximadamente 80% das mulheres apresentam algum sintoma de TPM, com duração e intensidade variáveis. Porém, quando eles são tão graves que causam prejuízos para o convívio social, profissional e familiar, o quadro pode ter evoluído para o transtorno disfórico pré-menstrual, o TDPM.

Conforme explica o ginecologista Rodrigo Ferrarese, a disforia é uma dificuldade de euforia, que vem do grego: “eu” = bem e phoros = o que carrega. “Usamos euforia para representar um sentimento de alegria e bem-estar. O disfórico está indo ao caminho oposto dessa satisfação. Por sorte, esse transtorno disfórico pré-menstrual é mais raro, acometendo aproximadamente 5% das mulheres”, aponta o médico. 

Os sintomas da TPM vão além do emocional e provocam também queixas físicas. “As mais frequentes são maior sensibilidade nas mamas; dor e inchaço nas pernas e, às vezes, no corpo todo”, esclarece Rodrigo. Ganho de peso, cansaço, distensão abdominal, acne, ansiedade, depressão, mudanças de humor, depreciação da auto imagem, alteração do apetite, e irritabilidade (sendo esse o mais frequente) também são alguns dos sinais. 

O ginecologista esclarece que, tecnicamente, para podermos dizer que uma mulher “está de TPM”, basta que vivencie um sintoma que dure cinco dias antes de menstruar. Quando há até três sintomas, considera-se uma TPM leve. Quando há quatro sintomas, a TPM é moderada. “Acima de cinco sintomas é necessária uma avaliação para verificar a chance de ser o transtorno disfórico”, alerta.

Como tratar a TPM

O tratamento para combater a TPM é muito variado e pode incluir desde mudanças no estilo de vida, e terapias, até a realização de cirurgia para retirar ovários e encerrar problemas menstruais (nos casos mais graves). “Exercícios aeróbicos podem reduzir o número e a intensidade de sintomas. O controle do estresse, com sono adequado, e exercícios de meditação também conseguem melhorar sintomas”, indica o médico. 

Sobre a alimentação, de maneira geral, aumentar a ingestão de proteínas e diminuir a de carboidratos traz benefícios para a mulher com TPM. “É importante também tentar identificar se algum alimento em específico piora sua TPM, o que pode acontecer com cafeína, por exemplo”, explica Rodrigo. 

A fitoterapia também pode ser uma grande aliada para o alívio da TPM. “Opte por vitex, gengibre e camomila. O óleo de prímula ainda não tem sua eficácia comprovada, mas algumas pacientes afirmam que ajuda bastante”, informa. 

Também há medicamentos capazes de resolver a TPM. “Em relação à cirurgia como tratamento, ela pode ser uma alternativa, mas fica restrita para pacientes com quadro intenso ainda após os 51 anos de idade”, alerta o ginecologista. “O ideal é procurar ajuda profissional para saber a melhor indicação para cada caso”, finaliza.

por Mariana Nunes

Mariana Nunes é jornalista. Ama café, praia, chocolate e futebol - não necessariamente nessa ordem. É torcedora fervorosa do Internacional e repórter do Bella Mais. @a_marinunes


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