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Camila Saccomori

Os desafios do dia a dia de Humberto e Thainá, pais do Apolo, 2 anos, estão no documentário Janelas da Quarentena

Documentário retrata comportamento das famílias com crianças na pandemia

"Janelas da Quarentena" mostra a rotina de pais e filhos dentro de casa

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Você já teve a impressão de que estamos vivendo dentro daquele filme de Sessão da Tarde sobre o "dia da marmota"? Revivendo em março de 2021 o que sentimos em março de 2020. Só que esse nosso "Feitiço do Tempo" está bem longe de ser engraçado. Gostaria eu de poder fazer um textinho engraçado aqui como antigamente.
Tive este pensamento assistindo ao documentário JANELAS DA QUARENTENA, disponível no YouTube e no Facebook. Os depoimentos de todas as famílias (são 15, contando comigo, que também fui entrevistada para o filme) me transportaram para o início da pandemia, quando a gente tinha infinitas perguntas e poucas respostas.
O documentário foi lançado exatamente 1 ano após ser confirmado o primeiro caso de covid-19 no Brasil. A produção é do Canal S.E.R. Pai, do ator, influenciador e produtor de conteúdo sobre paternidade Pedro de Oliveira, de Porto Alegre, pai da pequena Ana, de 5 anos. Ele assina a produção/realização do documentário, que você pode assistir nas redes sociais do canalserpai.com.br (youtube e facebook).
Famílias brasileiras de diferentes cidades e países (França, Itália…) contam como estão passando essa pandemia com os filhos em casa. Os depoimentos foram gravados entre março e junho de 2020, mas tenho certeza de que os assuntos vão gerar identificação no atual momento. É home office, é aula online, é zero rede de apoio, é preocupação e cansaço. Mas é também acompanhar em primeira mão as descobertas da infância, é estar mais conectado com o filho, o parceiro, é redefinir prioridades. O tempo todo. Incrível como as famílias podem ser "tão iguais e tão diferentes" em vários aspectos.
"Desde que a gente se casou, minha esposa, eu e meu filho nunca ficamos tão próximos. Isso foi muito importante para entender melhor que não é nada simples a rotina de um bebê", declarou o Humberto Baltar, pai do Apolo, 2 anos, do coletivo Pais Pretos, do Rio de Janeiro.
"Minha filha passava 12 horas na creche antes da pandemia. E apesar de ser bem desafiador ficar em casa o tempo todo agora, eu consigo me conectar mais com ela emocionalmente, aumentamos o vínculo", contou a Jessica Mahlmann, mãe da Maju, 3 anos, de Porto Alegre.
Quando o sentimento de desesperança invade os pensamentos e o dia da marmota parece não ter fim, eu me conecto com estas outras famílias e sei que não estamos sozinhos. Desligo o noticiário e vou assistir Poliana na TV com a minha filha. Recomendo também para quem não tem criança em casa. É um jeito de escapar do Feitiço do Tempo.

por Camila Saccomori

Camila Saccomori é mãe da Pietra e jornalista especializada em Primeira Infância. Escreve conteúdos para famílias no projeto @vamoscriar. A cada 15 dias, compartilha no Bella+ dicas para criação de filhos e temas contemporâneos da parentalidade.


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