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Gisele Silveira

Antônia, filha da nossa colunista, é prova de que alimentação saudável tem espaço no dia a dia das crianças

Dia das Crianças: 5 dicas para deixar a alimentação delas mais saudável

Para marcar a data, Gisele Silveira lista hábitos para ajudar você a melhorar a alimentação das crianças

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E no dia das crianças nada mais apropriado do que escrever sobre elas e sua alimentação! Crianças que comem de tudo, principalmente frutas, legumes e verduras, parecem ser o sonho de muitas  mães. Mas vale lembrar que alguns aspectos importantes podem mudar o rumo da alimentação na sua casa, a começar pela postura dos responsáveis. Destaco abaixo 5 aspectos para você pensar e, quem sabe, mudar hábitos na sua casa:

1. Alimentação é, acima de tudo, um gesto de afeto e carinho

A escolha alimentar é, sem dúvidas, uma forma de cuidar dos filhos. Não existe cuidado com uma criança se não houver atenção com aquilo que ela ingere. A amamentação tem essa simbologia: do cuidado, do afeto, do amor. E muitas mães esquecem disso depois que a criança passa a ter autonomia e comer sozinha. É de extrema importância que a mãe entenda que, ao oferecer alimentos saudáveis, está fazendo um bem ao filho. E não ao contrário.

2. Alimentação consciente é uma questão de educação

Comer bem e de forma saudável se aprende em casa e desde cedo. Como tudo o que a criança aprende na vida, a alimentação vai de acordo com o que os pais ensinam. Na alimentação acontecem os primeiros 'nãos' que os pais dão aos filhos. A criança pode não escovar os dentes ou não tomar banho? Não. Então também não pode deixar de comer fruta ou verdura.

3. Comida não é moeda de troca

Não pode haver negociação entre comida e brinquedo, passeio, festa. O que muitos pais fazem é uma negociação com os filhos sobre a alimentação. Precisamos ter clareza que as crianças manipulam os pais na hora das refeições e, se estes não estiverem calmos e com a certeza de que aquele comportamento é uma forma de chamar a atenção, acabam frequentemente perdendo o embate. Quando se educa e dá carinho, não é preciso negociação.

4. A hora da refeição deve ser um momento de reunir a família

Aqui reforço a importância de um hábito antigo que se perdeu longo dos anos: o de fazer as refeições em família. À medida que sentamos juntos, frente a frente, conseguimos estabelecer conexões com essa criança, conseguimos lhe mostrar a importância daquele momento e valorizamos aquela refeição.

5. Para não gostar de um alimento, a criança precisa experimentar várias receitas

Às vezes, a forma de se preparar o alimento muda a aceitação da criança. Estudos mostram que ,para uma criança não gostar de algo, é necessário que ela tenha experimentado o alimento pelo menos 10 vezes, preparado de maneiras diferentes. Para a criança reconhecer que não gosta de brócolis, por exemplo, é preciso que os pais ofereçam o brócolis preparado de dez maneiras diferentes. Dá trabalho e é cansativo, mas não podemos desistir na primeira recusa.

Dica extra: Os pais são sempre os melhores exemplos para os filhos

Última dica mas super importante. Atenção ao que você come na frente do seu filho. Não cobre dele hábitos que você não tem. Aquela velha frase, “a palavra convence mas o exemplo arrasa”, cai muito bem.

Tudo que eu escrevi acima dá trabalho, eu sei. Também sou mãe antes de ser nutricionista, mas reforço: vale a pena, eu posso te garantir. Afinal, naõ adianta somente ensinarmos bons modos se neles não estiverem incluídos bons hábitos e auto-cuidado.

Ah! E para provar que essa é uma construção que dá certo, a foto que ilustra a coluna de hoje é da minha filha, Antônia. Em algumas ocasiões, ela quem me cobra a qualidade da nossa alimentação.

por Gisele Silveira

Gisele Silveira é mãe da Antônia e nutricionista funcional, com foco em emagrecimento e hipertrofia, infertilidade e envelhecimento saudável. Escreve semanalmente para o Bella+ com a missão de desvendar os segredos da alimentação saudável. @giselesilveiranutri


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