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Laura Gluer

Radicado em São Paulo, Sérgio Barros toca o Café Hotel e No More Bad Coffee Roasters

O amor dos gaúchos pelo café

Laura Gluer destaca o trabalho de dois gaúchos que são apaixonados pela bebida

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Mesmo com o aquecimento global, o clima do Rio Grande do Sul ainda não é dos mais apropriados para o cultivo do café. As grandes lavouras cafeeiras estão localizadas no sudeste e nordeste do Brasil, principalmente.

Mas isso não impede os gaúchos de serem grandes apreciadores e consumidores da bebida café. A proximidade com a região do Prata, com inúmeras cafeterias nas cidades portenhas do Uruguai e Argentina, traz uma importante influência nos hábitos de consumo de café por aqui.

Nesta semana, eu mostro para vocês como dois gaúchos coffeelovers deram um jeito de trazer o café para suas vidas. Um publicitário que se radicou em SP e hoje vive e respira café. E uma jornalista que gosta tanto de café que trouxe a borra da bebida para a capa de seu livro.

No more bad coffee

A paixão do gaúcho Sérgio Barros pelo café começou em 2018, quando ainda atuava com publicidade. Mas o que era para ser apenas mais um projeto de comunicação virou um negócio para a vida. Para entender melhor a cadeia produtiva do então cliente, ele visitou uma fazenda no interior de SP, e sentiu de perto os cafezais e foi aí que uma nova história começou.

Hoje o empreendedor tem residência em São Paulo, onde criou as marcas Café Hotel e No More Bad Coffee Roasters. No espaço localizado no bairro Baixo Pinheiros, na capital paulista, reuniu torrefação, coffeeshop, bistrô e um bar de coquetéis com conceito de hotel.

Para Sérgio, um café é especial não só pelo sabor, mas pelas pessoas que dependem dessa produção para viver. Entender sobre a cadeia do café com base em respeito e valorização dessa cultura, faz com que a jornada - da lavoura até o copo — se torne especial.

Hoje ele acorda todos os dias para viver e vender o café. É um negócio feito com alma, com uma enorme preocupação social com a cadeia produtiva do café. “Acreditamos que o café pode ter um grande impacto na vida de quem o consome e de quem produz e por isso buscamos interligar essa cadeia produtiva, de forma sustentável”, afirma Sérgio.

Beatles e café

A jornalista gaúcha Maria Tereza Bertoldi sempre foi apaixonada por Beatles e café. E no livro onde a pesquisadora faz uma análise do surgimento da banda britânica na transição para a pós-modernidade, Tetê - como é conhecida no mercado - não hesitou em unir essas duas paixões. E convidou o artista Stracioni para ilustrar a capa do livro, com os quatro músicos de Liverpool, na técnica da pintura em borra de café.

Stracioni é um artista plástico que tem se destacado nesta técnica. Auto-didata, ele revela que as primeiras experiências aconteceram por acaso, com um café que derramou sobre seus desenhos e acabou gerando um efeito interessante. “Percebi que eu poderia fazer algo muito legal com o tom de café, e então eu desenvolvi minha técnica de pintura”. O artista já pintou grandes nomes da música e cultura pop, temas relacionados ao café e vida urbana. Stracioni também faz obras por encomenda (contatos pelo WhatsApp 51 98049-3387).

O livro Beatles – do moderno ao pós-moderno, editado pela Metamorfose, analisa a influência e contribuição dos Beatles, a partir de uma ampla análise de material iconográfico. Um material de pesquisa para as novas gerações e obra necessária para quem ama cultura pop. O título pode ser adquirido diretamente com a autora em seus perfis nas redes sociais e no whats 51 9996-9116.

 

por Laura Gluer

Laura Glüer é jornalista, executiva no mercado da comunicação corporativa e professora universitária. Mãe da Sophia e namorada do Alexandre. Ama conhecer cafeterias e aprender mais sobre a bebida. Coffee lover assumida, comanda o Café Combustível e escreve quinzenalmente no Bella Mais.


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