capa
Lou Cardoso

Os seis melhores álbuns de Madonna

Rainha do Pop completou 61 anos mais atual do que nunca

publicidade

Madonna completa 61 anos nesta sexta-feira cheia de energia, criatividade e poder de sobra para distribuir entre os seus seguidores. Fã como sou da cantora, as suas músicas empoderadas foram as minhas melhores companhias durante minha vida.

Desde pequena ouvindo a pop star por causa do meu pai, outro grande fã, foi apenas em 2015, quando ela lançou "Confessions On a Dance Floor", que eu entrei para o clube de devotos da Rainha do Pop. A partir daí, graças a Internet, foi possível mergulhar na sua discografia e a ouvir as suas músicas, conhecer a sua carreira e a entender a sua história com outros olhos. Por isso, separei os seis álbuns que melhor definem Madonna.

Like a Prayer

Lançado em 1989, o quarto álbum de Madonna é, talvez, o seu trabalho mais íntimo. Já famosa no meio musical, este disco foi o que, de fato, marcou território e mostrou um outro lado que ninguém conhecia da cantora. Recém divorciada do seu primeiro marido, Sean Penn, a artista revelou muito da sua vida pessoal como em "Till Death Do Us Part", em canta sobre sua relação com o ator, em "Oh Father", ela desabafa sobre o seu pai e em "Like a Prayer", expõe a influência do catolicismo na sua vida. Já um hino que definiu a identidade de Madonna foi com "Express Yourself", onde ela motiva a todas as mulheres a se empoderarem, se expressarem e nunca aceitarem o segundo lugar em nada na vida. 

Erotica 

Logo após o sucesso estrondoso que foi "Like a Prayer", que teve a turnê "Blond Ambition" e seus figurinos icônicos, "Erotica" veio para causar em 1992. Incorporada pelo alter ego Mistress Dita, Madonna colocou o sexo em pauta neste disco, que chegou a ter um livro visual, em pouquissimas edições, com sessões de fotos mega sensuais e polêmica. Diversos artistas amigos da cantora participaram do photoshoot. No entanto, o álbum é super dançante, sexy e ainda bate em assuntos delicados na vida da cantora. "In This Life" foi escrita em memória de amigos que Madonna perdeu para a epidemia de AIDS, e "Rain" fala sobre esperar pelo amor, e que também serviu de homenagem à mãe da americana, que morreu quando a cantora tinha seis anos. Então é uma outra versão inesperada da Rainha do Pop. 

Ray Of Light

Depois de muitas polêmicas na carreira, o sétimo álbum da Madonna, lançado em 1998, veio para mostrar uma nova versão da artista. Com o nascimento da primeira filha, Lourdes Maria, em 1996, Madonna quis sossegar um pouco e mudar a sua música. O que é muito perceptível em "Ray Of Light". Apostando mais na sobriedade e na música eletrônica, o álbum é o que mais se destoa do restante da sua discografia, mas que colocou Madonna em outro nível na sua carreira ao mostrar o quanto ela continuou evoluindo. Entre as faixas mais famosas estão a própria "Ray Of Light" e "Frozen", mas foi com "Drowned World / Substitute For Love" que a cantora apresentou as suas novas prioridades. 

Confessions On a Dance Floor

Muitos dizem que a cada cinco álbuns que Madonna lança, apenas um será relevante. Apesar de concordar um pouco com esta teoria, a verdade é que em 2005, "Confessions On A Dance Floor" revelou ser uma obra de arte. Resgatando a música disco dos anos 70 e 80, novamente a cantora muda radicalmente a sua sonoridade e inova o seu trabalho, que resultou em uma turnê igualmente fabulosa. Disparado o meu disco favorito de Madonna, o conjunto mostra uma fase mais divertidade da cantora, apesar de ainda adicionar o tom político e protestante contra o governo americano na época, é impossível pular qualquer faixa de "Confessions". Sem contar que com este trabalho a cantora reforçou ainda mais que não só é a rainha do pop, como também da pista de dança. 

W.E.: O Romance do Século

Depois de tentar alçaar voo como atriz nos cinemas, Madonna também se aventurou dirigindo dois longas-metragens. Em "W.E.: O Romance do Século", seu segundo filme na direção, ela mostra o romance entre o Príncipe de Gales e futuro rei Eduardo 7.º e a americana Wallis Simpson. Além disso, Madonna compôs a faixa "Masterpiece" para a trilha sonora do longa, que foi indicado e saiu vencedor na categoria de Melhor Canção Original no 69ª edição do Globo de Ouro. Este foi o segundo troféu que a cantora levou da premiação. Em 1997, ela já havia ganho por Melhor Atriz pelo musical "Evita". 

Madame X

Vamos dizer que novamente Madonna demorou até lançar outro álbum épico depois de "Confessions On a Dance Floor". Depois de três discos, foi com "Madame X", que a Rainha do Pop novamente acertou em cheio. Sabendo dosar a religião, política e diversão, o seu décimo quarto álbum é, claramente, uma visão de Madonna sobre a atual sociedade. Salientado a confusão e descrença em alguns pontos, a cantora também voltou com temas mais polêmicos como a questão do porte de arma em "God Control" e a hipocrisia das religiões em "Dark Ballet". Mas também, Madonna se solta e se diverte em "Faz Gostoso" e"Bitch I'm Loca", e relaxa nas baladinhas "Looking For Mercy" e "I Rise". Esta é a Madonna que gostamos. 

por Lou Cardoso

Lou Cardoso é jornalista e repórter de cultura do site do Correio do Povo. É apaixonada por cinema, séries e música, e tem a Madonna como religião. No Bella Mais, escreve toda semana sobre alguma personalidade feminina da cultura pop. @looouisiane


compartilhe