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Lou Cardoso

Phoebe Waller-Bridge veio para nos representar!

Atriz e roteirista foi premiada com 4 Emmy's pelo seu trabalho na série "Fleabag"

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Phoebe Waller-Bridge chegou para mudar os rumos das mulheres nas obras de ficção. Você já deve ter ouvido ou lido muito sobre a recente ganhadora de quatro prêmios Emmy pela série "Fleabag" nas últimas semanas. Isso tudo é pelo sucesso que a britânica conquistou devido a esta produção disponível na Amazon Prime Video, que dialoga muito com o universo feminino. Especialmente pela intimidade que a criadora e roteirista da série expõe para o público. Além de ter momentos hilários, a história também tem situações verossímeis que a gente ou já viveu ou conhece alguém que já passou por algo parecido. 

O grande êxito de "Fleabag" é justamente dar um respiro às narrativas femininas que constantemente insistem em comportamentos antiquados e esterotipados. E tudo isso é graças a Phoebe que possui uma mão e tanto para escrever séries. Além de "Fleabag", a inglesa também é produtora e roteirista de "Killing Eve", estrelada por Sandra Oh, que também conquistou a audiência e a crítica.

Como atriz, Phoebe participou de alguns curtas-metragens, peças de teatro, até chegar no mundo das séries. Em 2016, ela criou escreveu e atuou na série de "Crashing", disponível na Netflix, onde mostra seis personagens, na casa dos 20 e tantos. 

Todo este potencial na escrita proporcionou a Phoebe o convite para ser uma das roteiristas do próximo filme de James Bond: "No Time To Die". Ela, inclusive, alertou que a franquia precisa "tratar melhor as mulheres". "Eu acho que a franquia é absolutamente relevante agora, só precisa crescer. Precisa evoluir", respondeu ela em relação as frequentes acusações de machismo na história. "O importante é que o filme trate melhor as mulheres. Ele (Bond) não precisa. Ele precisa ser fiel a esse personagem", completou.

Conforme a roteirista, a sua principal missão com o texto de "No Time To Die" é fazer com que as personagens femininas, interpretadas por Lashana Lynch, Léa Seydoux e Ana de Armas, pareçam pessoas reais. “Eu quero que Lashana, Léa e Ana abram as páginas e pensem: 'mal posso esperar para fazer isso.' Como atriz, eu raramente tive esse sentimento no começo da minha carreira. Sinto muito prazer em saber que estou dando isso para uma atriz”, comentou.

Ainda bem que agora temos Phoebe Waller-Bridge escrevendo sobre nós na ficção. 


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