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Patrícia Souza

Highlights da Semana de Moda de Milão Verão 2021/22

Conforto, elegância atemporal, sustentabilidade e diversidade nas passarelas da Semana de Moda de Milão

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O mês de setembro trouxe as semanas de moda mais esperadas dos últimos tempos, principalmente pelo momento de grandes incertezas e dúvidas em relação ao mercado de moda que ainda vivemos.

Depois de NY e Londres, foi a vez de Milão apresentar suas coleções de verão 2021/22, sendo a primeira semana de moda a mesclar realmente digital e físico em proporções bem consideráveis. Um dos pontos que mais chamou a atenção foi o quanto as marcas se tornaram mais humanizadas, refletindo de certa forma sobre o período atípico de confinamento,. Buscando nesta experiência e no resgate da essência da marca a inspiração e a criatividade para criar algo novo, em um novo momento para um consumidor com novos hábitos.

Trazendo dentro deste contexto uma feminilidade sem exageros, com mais leveza e elegância. Acompanhe a seguir alguns destaques:

Conforto

Entre coleções ecléticas, versáteis e usáveis, o conforto foi o ponto-chave, com a predominância de silhuetas confortáveis de cortes simples, por vezes elegantes. Afinal, a descoberta de um estilo mais confortável é algo que não abriremos mão daqui para frente, até mesmo em propostas mais sofisticadas.

Elegância Atemporal

Entre as principais marcas de luxo do mundo da moda que apresentaram suas coleções em Milão, uma elegância atemporal foi conferida, em silhuetas leves, linhas mais limpas, e certa fluidez sem grandes exageros. Um exemplo foi a coleção Prada, a primeira da parceria entre Miuccia Prada e Raf Simons. A proposta dos diretores foi uma redução nos excessos para focar no que é essencial. “Queríamos criar algo que fizesse sentido para as pessoas, algo que fosse útil.” afirmou Simons.

Sustentabilidade

A cada temporada um número maior de marcas tem assumido o compromisso de desenvolver uma moda mais responsável tendo a criatividade como uma grande aliada neste processo. Um dos destaques de Milão foi o desfile de Dolce & Gabbana, que homenageou a Sicília, com uma coleção inteira de patchwork. Na construção da coleção a mistura de materiais novos, reciclados e sobras de tecidos de temporadas anteriores, todos costurados à mão.

Já a Marni, explorou a técnica do upcycling, tendo como base as peças mais especiais dos arquivos da marca, recriando, desmontando e juntando novamente de novas maneiras. Algumas peças receberam pinturas feitas à mão, com mensagens que o designer Francesco Risso trocou com seus amigos durante a pandemia.

Enquanto a Fendi, optou pelo linho como principal material da coleção, apostando também nos trabalhos manuais, para enfatizar a sustentabilidade, assim como Valentino, que também apostou no resgate dos trabalhos manuais.

Diversidade e inclusão

A luta em relação à quebra de padrões estereotipados no universo da moda é uma constante, e nas passarelas a cada temporada, vamos percebendo uma evolução. Nos desfiles de inverno Nova York contabilizou o maior % de inclusão, já nesta temporada nitidamente, Milão ficou em destaque.

Embora poucas grifes como a Versace, tenham levantado claramente esta bandeira da diversidade inserindo pela primeira vez nas suas coleções tamanhos inclusivos, é visível o crescimento em relação ao número de marcas que estão com um olhar voltado para a inclusão.

Não somente em relação aos tipos de corpos, mas também em relação a idades e raças. O que também é um ponto muito positivo, para as transformações que o consumidor espera em relação à indústria da moda, principalmente na retomada pós pandemia.

Na próxima coluna uma seleção dos principais destaques da Semana de Moda de Paris.

Um abraço e até lá.

por Patricia Souza

Patricia Souza é diretora de Pesquisa e Planejamento da @fashionideas_trends. No Bella Mais traz todas as novidades e tendências para as próximas temporadas quando o assunto é mundo fashion.


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