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Sheila Sampaio

Por que procrastinamos a resolução de um problema?

Lidar com um problema é diferente de resolvê-lo. E então por que, afinal, escolhemos lidar e não resolver?

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Quando lidamos por tempo suficiente com um problema, nos tornamos muito bons em gerencia-lo, acomoda-lo e fazer dar certo, mesmo tendo esse problema.

Mas: lidar com um problema é diferente de resolvê-lo.

E então por que, afinal, escolhemos lidar e não resolver?

Basicamente por medo do desconhecido. Ao contrário do que muitos pensam, a zona de conforto não é um lugar tão confortável assim. Muitas vezes, ela é apenas um local conhecido e com o qual nos acostumamos. E, ao fazer o que precisa ser feito para resolver um problema, eu posso acabar gerando um novo problema com o qual não estou tão familiarizado: terei que aprender, investir tempo e energia, e desenvolver novas habilidade – e isso dá trabalho.

Daí surgem, na nossa mente, perguntas como:

- E se eu falar com ela, e ela não gostar?

- E se eu tocar nesse assunto e pensarem que sou uma reclamona?

- E se eu disser “não” e deixarem de gostar de mim?

- E se eu der esse feedback e o colaborador pedir demissão?

- E se eu não souber me expressar direito e não conseguir me fazer entender?

- E se eu disser o que preciso e, mesmo assim, ele não atender às minhas expectativas?

As perguntas geralmente giram em torno desta estrutura:

- E se eu tentar resolver e acabar criando um novo problema?

O medo - mais do que a possibilidade real de surgimento de um novo problema - é o que nos impede de seguirmos em frente.

E, então, aprendemos a lidar muito bem com o tal problema, mas não a resolve-lo. Preferimos ficar na nossa zona de conforto com um problema conhecido do que ter que aprender a lidar com um (possível) problema completamente novo.

A boa notícia: pode ser que o novo problema nem aconteça.

A má notícia: ninguém garante que esse novo problema não irá acontecer.

Só nos resta decidir resolver o problema, fazer o que precisa ser feito, e desenvolver habilidades para lidar com os possíveis novos problemas que surgirão.

As fases do videogame sempre ficam mais difíceis, não mais fáceis -  e isso não é por acaso.

por Sheila Sampaio

Sheila Sampaio é mestre em Gestão e Negócios e coach encantada pelas relações humanas. É consultora de empresas e escreve no Bella Mais sobre carreira e liderança. Também é sócia da AZM Câmbio .


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