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Sheila Sampaio

Uma competência tão valorizada quanto a empatia: saber ouvir

As relações, inclusive as de trabalho, são baseadas na comunicação e isso significa não apenas falar, mas ouvir

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Bons ouvintes estão em falta no mercado. Essa é uma reclamação de 10 entre 10 colaboradores com quem converso durante meus trabalhos de consultoria com equipes. O maior medo do ser humano é se sentir excluído e desimportante, e o maior desejo é se sentir parte e importante: ser ouvido é a melhor forma de atender a essa necessidade básica.

A maioria dos problemas entre as pessoas (tanto pessoal quanto profissionalmente) são causados por deficiência na comunicação – em especial, nossa incapacidade de realmente ouvir o outro sem interrompê-lo. Ficar calado e permitir que a outra pessoa fale primeiro exige coragem e um interesse genuíno no outro. E essa postura de escuta é sempre uma escolha.

Os colaboradores tendem a ficar mais felizes quando se sentem livres para contribuir com novas ideias e tomar iniciativas, e a maioria dos gestores afirma querer pessoas que façam exatamente isso. Então, por que isso não acontece com mais frequência? Normalmente, o problema é que os líderes promovem seus próprios pontos de vista com muita veemência,  e os colaboradores se perguntam: “Por que me preocupar em me expor e correr riscos com novas ideias quando as opiniões de meu gestor já estão tão fixas?”

Então, como desenvolver uma escuta ativa?

- Não traga todas as conversas para o “eu”. Se dedique a prestar atenção no que o outro está dizendo;
- Faça mais perguntas. Demonstre interesse em se aprofundar e saber mais sobre o ponto de vista e as ideias da outra pessoa;
- Guarde as tuas sugestões e conselhos. Você não precisa ter resposta e solução para tudo, a menos que a outra pessoa solicite;
- Se conecte. Permita-se estar presente na conversa, concentrado no momento, deixando os problemas de depois para depois;
- Seja proativo na escuta. Procure os colegas ou as pessoas na tua equipe com a intenção genuína de ouvi-los.

Ouvir estimula um ambiente de colaboração, criatividade e inovação, e permite que as pessoas desenvolvam um senso de contribuição e pertencimento ao projeto.

por Sheila Sampaio

Sheila Sampaio é mestre em Gestão e Negócios e coach encantada pelas relações humanas. É consultora de empresas e escreve no Bella Mais sobre carreira e liderança. Também é sócia da AZM Câmbio .


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