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Juliana Lohmann conta que virão muitas reviravoltas para Cindy em 'Amor Sem Igual'

Atriz, que está em casa por conta da paralisação provocada pela pandemia de COVID-19, adianta novidades da trama

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Juliana Lohmann sabe que por trás do jeito inocente de Cindy, sua personagem esconde outras facetas em 'Amor Sem Igual', novela da Record. Antes da paralisação da trama, que foi substituída por uma edição especial de 'Apocalipse', a prostituta havia se revelado uma ladra, surpreendendo o público do folhetim. Segundo a atriz, mais reviravoltas aguardam a funcionária de Mademoiselle Olympia (Françoise Forton) quando a pandemia de coronavírus passar e a história voltar ao ar.
Na entrevista a seguir, a atriz de 30 anos fala sobre a preparação física e emocional para interpretar Cindy; o que a personagem tem para mostrar após o fim da paralisação do folhetim e como surgiu a oportunidade de fazer a novela. Além disso, Juliana conta por que ficou encantada pela prostituta e o que acha da Record ter voltado a investir em tramas contemporâneas. Ela ainda comenta a decisão da emissora de interromper as gravações de 'Amor Sem Igual' e como tem se protegido contra o coronavírus.

A Cindy é uma prostituta de uma luxuosa casa noturna. Como se preparou para interpretar a personagem?
JULIANA LOHMANN – Tivemos aulas de tecido acrobático com a nossa coreógrafa Karla Klemente, que ajudou bastante a encontrar o corpo da personagem, a investigar a postura, os gestos… O treinamento foi intenso e, ao mesmo tempo em que ensaiávamos as sequências acrobáticas, descobríamos a sensualidade nos movimentos. Por mais que as cenas não fossem tão pesadas, foi importante me conectar com a potência feminina. Não só pra buscar a conexão com um corpo sensual que trabalha com o sexo, como também para entender onde que ele é oprimido naquele contexto. Sinto que a construção da personalidade da Cindy nunca está completa. É sempre um processo cheio de surpresas.

No início, a personagem aparenta ser boba, mas é só um disfarce. O que mais ela tem para mostrar?
JULIANA – A Cindy tem várias facetas. Ela tira uma máscara revelando outra, mas sem deixar de ser extremamente verdadeira e humana no meio desse movimento. A personagem parece ser regida por ímpetos, ao mesmo tempo em que já tem tudo organizado na cabeça. Acho que não posso contar o que vem por aí, mas posso dizer que muitas águas vão rolar depois desse roubo ao hotel de luxo.

O que mais você tem escutado das pessoas sobre a personagem e o núcleo do qual faz parte?
JULIANA - Antes, quando Cindy parecia ingênua, muita gente vinha me dizer que não era possível que ela fosse tão bobinha. Quando a personagem se revelou a ladra que é, algumas pessoas esperavam, mas muitas foram surpreendidas. Acho que é isso; o público, tanto quanto eu, parece ficar bastante surpreso com as reviravoltas, não só da Cindy como da novela inteira.

Como surgiu a oportunidade de fazer essa novela?
JULIANA - Surgiu o convite do teste no fim de julho do ano passado. Eu topei, fiz e entrei. Foi superbacana estar de volta a uma emissora em que estive alguns anos atrás. Reencontrei muitos profissionais daquela época, relembrei momentos marcantes da minha vida. Fora que está sendo um prazer fazer novamente uma novela da Cristianne Fridman, junto com o diretor Rudi Lagemann, que são pessoas que admiro

O que mais te encanta em interpretar a Cindy de 'Amor Sem Igual'?
JULIANA - A Cindy me surpreende. Quando eu acho que ela vai tomar um caminho, toma outro. Isso é muito legal, porque traz essa noção de que ninguém é tão linear e que as pessoas podem se modificar radicalmente de acordo com a situação em que estão. A personagem primeiramente parecia uma garota de programa atrapalhada, depois se mostrou uma ladra profissional que age pelas costas da Mademoiselle Olympia (Françoise Forton), sua chefe. E se redescobre quando faz o roubo ao hotel de luxo ao lado do Antônio Júnior (Miguel Coelho). Pelo que li, ainda terão outras reviravoltas. A Cindy não tem o mesmo requinte das outras garotas de programa, pois vem de uma situação financeira difícil É sozinha no mundo e teve que aprender a se virar. As apostas dela são altas e não joga pra perder. Gosto desse ineditismo que ela traz. Tem uma esperteza que nem sempre vem da maldade, mas da falta de oportunidade.

Por conta da pandemia de coronavírus, as gravações de 'Amor Sem Igual' foram interrompidas temporariamente. Como você avalia essa medida da emissora?
JULIANA - Acho consciente e exemplar. A reclusão domiciliar é a única forma comprovadamente capaz de achatar a curva de contaminação. Estamos falando de vidas a serem salvas. Felizmente, tenho o privilégio de estar de quarentena, em casa, mas sei que muitas pessoas não têm essa oportunidade e se encontram em péssimas condições, sem água para lavar as mãos, sem comida. É preciso que a ajuda do governo chegue a essas pessoas.

O que tem feito para se proteger?
JULIANA - Para me proteger, tenho cuidado da minha imunidade, lavado muito as mãos… Quando precisei ir ao mercado, desinfetei todos os produtos antes de colocá-los na despensa. É muito importante que redobremos a atenção e sigamos as recomendações médicas.


Agência Estado
 


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