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Vacinas protegem os pets e evitam disseminação de doenças

Veterinária explica porque ter a carteirinha de vacinação em dia é tão importante

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A posse responsável do bichinho de estimação vem com vários cuidados essenciais, entre eles, a vacinação. Com o acompanhamento de um médico veterinário e uma carteirinha de vacinação em dia é possível ter o controle sobre da saúde dos nossos melhores amigos. A vacinação beneficia não só a saúde do animal, mas também previne a disseminação de algumas doenças transmissíveis para os humanos e para os outros pets.

De acordo com números levantados pelo IBGE e atualizados pelo Instituto Pet Brasil, em 2018, foram contabilizados no país uma estimativa de 139,3 milhões de animais de estimação, sendo eles: cães (54,2 milhões), gatos (23,9 milhões), aves (39,8 milhões), peixes (19,1 milhões) e répteis e pequenos mamíferos (2,3 milhões).

Segundo a médica veterinária e professora doutora do Centro Universitário de João Pessoa (Unipê) Meire Silva, para os cães de seis a oito semanas de vida, as vacinas polivalentes V8 ou V10 são fundamentais e aplicadas em três doses intervaladas.

“A V10 evita diversas doenças, como cinomose, hepatite infecciosa canina, parvovirose, coronavirose, adenovirose, parainfluenza canina e leptospirose. É interessante destacar que o pet só fica realmente protegido depois que recebe a última dose da vacina”, afirma Meire, que também é coordenadora do curso de Medicina Veterinária da instituição.

Além das vacinas citadas, existem casos em que o médico veterinário pode recomendar outras imunizações para cães, como aquelas contra giárdia, gripe canina e leishmaniose, a partir de 16 semanas.

Já a vacina antirrábica é tanto uma proteção para os cães e gatos como para os humanos. A raiva é uma doença que afeta boa parte dos mamíferos e sua evolução é muito rápida após o surgimento dos primeiros sintomas, como salivação excessiva, sendo fatal em quase 100% dos casos. 

“Em geral, o animal infectado morre em sete dias após o aparecimento da sintomatologia”, conta Meire. Normalmente, a primeira dose é administrada após a 12ª semana de vida do pet, e é necessário vacinar o cachorro e o gato todo ano para garantir a eficácia da vacina.

Nos gatos vacinas começam a partir dos 2 meses

As vacinas têm o papel de proteger o gato de todas as possíveis complicações que ele terá durante a vida. De acordo com a professora, o esquema deve ser iniciado a partir dos dois meses de vida por conta do organismo frágil dos felinos. As polivalentes são a V3 (panleucopenia, calicivirose e rinotraqueíte), a V4 (inclui a clamidiose) ou a V5 (para felinos com pré-disposição à leucemia), também aplicadas em três doses intervaladas.

O mais indicado é vacinar o gato quando filhote, mas existem muitos casos de pessoas que adotam o animal já na fase adulta. “O primeiro passo é levá-lo ao médico veterinário para saber se ele já foi imunizado alguma vez. Se a resposta for negativa, deve-se verificar se o animal está apto a receber as primeiras doses de cada vacina. Como a imunidade de um felino adulto já está formada, ele só precisará receber uma dose de cada vacina obrigatória”, completa Meire.

O que muitos não sabem é que as vacinas não se aplicam apenas aos cães e gatos. Os coelhos e aves também precisam ser imunizados e protegidos de doenças, seguindo um calendário de vacinação. Assim, manter a carteirinha de vacinação do seu melhor amigo atualizada é fundamental para garantir a saúde dele e a sua também. A vacinação é responsabilidade e dever do proprietário. Procure um médico veterinário de confiança e garanta uma vida saudável para o seu bichinho!


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