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Desfile da Chanel: parisiense, nostálgico e agitado por uma youtuber

Intrusa foi levada pela top model Gigi Hadid para fora da passarela

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A mulher parisiense da década de 1960 voltou com força nesta terça-feira no desfile da Chanel, marcado pela invasão de uma youtuber que escorregou entre as modelos e foi levada pela top model Gigi Hadid para fora da passarela.

Nos telhados típicos de Paris, recriados para a ocasião no museu do Grand Palais de Paris, as modelos saíram como de costume ao final do desfile para apresentar novamente a coleção.

Foi quando uma mulher entre o público - identificada como a humorista francesa Marie Benoliel - correu pela passarela vestindo uma jaqueta de tweed, botas, chapéu e bolsa, e começou a desfilar com as mãos na cintura.

As modelos que estavam atrás continuaram andando imperturbáveis. 

A intrusa percorreu boa parte da passarela e, finalmente, foi a top americana Gigi Hadid, que participava do desfile, que a conduziu para fora da pista.

Embora poucos convidados entre o público parecessem perceber a situação, já que a maioria estava gravando o desfile com seus celulares, Vanessa Friedman, crítica de moda do New York Times, postou as imagens em sua conta do Twitter.

"Não foi premeditado" 

"Não foi premeditado", disse à AFP uma porta-voz da Chanel, mas "não faremos um drama sobre isso".

Ela explicou que a mulher foi "escoltada mais tarde até a saída pelo pessoal da segurança".

De acordo com um vídeo no canal do YouTube de Benoliel, também conhecida como Marie S'Infiltre (Marie se infiltra), a comediante já havia se infiltrado na semana passada no desfile da marca de lingerie Etam.

"Em comparação, o desfile da Etam não foi nada", escreveu Benoliel no Instagram, junto com a notícia de sua invasão à Chanel. 

Entre os convidados dos desfiles da Chanel costumam haver estrelas, líderes empresariais e críticos de moda conhecidos. Para entrar, é preciso de um convite e um cartão de identidade.

Neste desfile, figuravam entre os convidados na plateia a rapper americana Cardi B, a estrela de K-Pop Jennie e a editora da Vogue Anna Wintour.

A próxima coleção primavera-verão apresentada pela diretora artística Virginie Viard foi marcada pela nostalgia da parisiense da década de 1960.

Viard, que assumiu o comando da empresa após a morte de Karl Lagerfeld em fevereiro passado, optou por apresentar mil e uma versões da clássica jaqueta de tweed, querendo imprimir um estilo sofisticado e feminino.

Nesta semana de moda, Celine também recuperou a imagem da burguesa parisiense para sua nova coleção. Propôs "jeans" e calças culotte típicas da década de 1970 que combinam com blusas com laços e óculos escuros aviador.

Seu diretor artístico, o influente estilista francês Hedi Slimane, disse que queria definir assim "a parisiense neoburguesa".

Louis Vuitton, a nova Belle Époque

A maratona de desfiles de prêt-à-porter terminou nesta terça-feira com o desfile da Louis Vuitton, outra marca que mergulhou na história de Paris, querendo inaugurar uma "nova Belle Époque", um período em que a capital francesa era "puro encanto", segundo uma nota.

Com um vídeo da cantora escocesa transexual Sophie ao fundo, as modelos apresentaram no pátio do museu do Louvre uma coleção que combina estampas, exibe cores vivas e lantejoulas, sem sair do marco elegante e sóbrio característico da marca de luxo.

As saias são curtas com babados, os ombros marcados, os sapatos de salto são usados com meias até o joelho e algumas modelos usavam uma flor na lapela.

Por Anna PELEGRI © Agence France-Presse


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