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Famosos, tapetes reciclados e rock: as marcas registradas da NYFW

O encerramento da Semana de Moda é hoje mas já temos alguns dos destaques da temporada

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De cashmere reciclado e sem tingimento em casacos longos feitos de retalhos de antigos tapetes turcos ou roupas protetoras para tempos incertos, estas são as marcas registradas da Semana de Moda de Nova York.

O luxo sustentável de Hearst

Fiel a seu compromisso com o meio ambiente, a estilista uruguaia Gabriela Hearst apresentou nesta terça-feira (11) uma coleção outono-inverno sustentável que não economiza em luxo.

As roupas foram fabricadas com tecidos naturais, como cashmere reciclado e pedaços de antigos tapetes que foram unidos para construir um longo casaco espetacular.

Muitos suéteres, cardigãs, chales e vestidos foram tecidos a mão por artesãs da Manos del Uruguay, uma cooperativa de mulheres do país natal de Hearst.

Várias peças se inspiraram nos anos 70, como os vestidos de couro natural pintados à mão com desenhos de mandala ou formas abstratas ligadas ao inconsciente.

As emissões de dióxido de carbono geradas pelo desfile serão calculadas e compensadas com uma doação para um projeto que defende a floresta Cardamomo no Camboja.

"O verdadeiro luxo é saber de onde vêm as coisas e como são feitas", disse a jornalistas Hearst, que cresceu em uma fazenda no norte do Uruguai e hoje mora em Nova York.

A noite de Vera Wang

A estrela do tênis Maria Sharapova esteve na primeira fila do desfile de Vera Wang nesta terça-feira em uma mansão do Upper East Side, perto do Central Park.

A várias vezes ganhadora do Grand Slam, vestida de preto dos pés à cabeça, sentou-se ao lado da editora da Vogue, Anna Wintour, e o conhecido jornalista de moda inglês Hamish Bowles.

As modelos se admiravam nos espelhos ornamentados da mansão enquanto desfilavam por vários cômodos, com vestidos de chifon de seda e plataformas.

A roupa de noite exibida por Wang, de 72 anos, incluiu um corselete de tule amarela neon e um macacão de manga comprida justo, em tecido leve e florido.

"Queria gerar certa importância mas sem formalidade, uma certa juventude, facilidade, encanto e delicadeza à noite", disse Wang à AFP.

Debby Harry em um tributo a NYC

A roqueira Debbie Harry, de 74 anos, cantora do Blondie, ajudou a Coach a prestar tributo ao passado, o presente e o futuro de Nova York nesta terça-feira.

A cantora tocou com a banda de Atlanta The Coathangers durante o show, dando um toque de anos 1970 a uma coleção que comemorou "a energia criativa de Nova York".

Mais de seis anos depois de assumir o posto de diretor criativo, o designer britânico Stuart Vevers continua dinamizando a Coach, que faz 80 anos em 2020.

Esta coleção teve um toque vintage de moda urbana. Teve tênis, meias grossas e chapéus hipsters do Brooklyn, com vários desenhos inspirados nas telas de Jean Michel Basquiat.

"Nova York foi a melhor musa para esta coleção", disse Vevers à AFP.

Gigi Hadid

Se tivesse sido selecionado como jurado, a modelo americana Gigi Hadid teria estado no julgamento de Harvey Weinstein e no desfile de Proenza Schouler.

Mas foi liberada e pôde apreciar da primeira fila a coleção inspirada nos anos 1980 da dupla de designers Lázaro Hernández e Jack McCollough.

Casacos grossos e longos acompanharam enormes chales desenhados para proteger o usuário "em uma década imprevisível".

"Para nós sempre é um estado de ânimo, uma atitude. Depois do mundo que nos cerca", disse Hernández à AFP após o desfile celebrado nesta segunda-feira.

"As coisas estão desmoronando, mas seguem unidas. É como as pessoas se sentem hoje em dia", acrescentou.

AFP


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