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Negócios & Finanças

3 dicas para empreender no mercado da beleza

A tecnologia mudou a forma de trabalhar; profissionais agora podem se considerar marcas

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Se há um mercado que cresce cada vez mais no Brasil e no mundo, é o da beleza. Segundo a Associação Brasileira da Indústria de Higiene Pessoal, Perfumaria e Cosméticos (ABIHPEC), as perspectivas de crescimento do setor para 2019 são de 1,5% a 2% em comparação ao ano passado, quando o setor movimentou R$ 47,5 bilhões.

Isso, na contramão de uma economia estagnada, é um verdadeiro alento. O setor passa a ser alternativa para que muitos cabeleireiros, maquiadores e demais profissionais do ramo pensem em empreender. Mas, será que é fácil ser empreendedor nessa área? Basta abrir um salão? Para dar aquela ajuda, a equipe do Bella+ foi buscar dicas com um expert no assunto: o hair stylist Cesar Augusto. 

Cesar é embaixador da L'Oréal Professionnel, diretor artístico do salão Mirage Três Figueiras, em Porto Alegre, e influenciador digital, com mais de 16 mil seguidores no Instagram e um canal no Youtube, onde também fala de empreendedorismo. Anote as dicas dele e faça dar certo! E lembre-se: o salão não é o único lugar para um profissional da beleza trabalhar.

1. Pergunte-se: com quem eu vou me ligar?

Segundo Cesar Augusto, antes de mais nada, é preciso entender que ser empreendedor é diferente de ser empresário. "Hoje, existe um universo muito grande na área, muitas oportunidades para o empreendedorismo na beleza, que é diferente do empresário, com salão, funcionários e colaboradores", explica. Ou seja, não é necessário ter um salão como antigamente, as formas de trabalho mudaram.

Logo, o profissional pode se considerar uma marca. "E quando ele já tem uma plataforma digital, isso expande a marca pessoal, ele consegue atingir o público", diz. "Faça essa pergunta: com quem eu vou me ligar? Vai ser com um salão? Com uma marca de produto? Com um sócio?", instiga o hair stylist. Para quem tem uma marca forte, as opções são tantas que o vínculo com o cliente final pode ser direto, sem salões por exemplo.

2. Acredite nas plataformas e aprenda com elas

O profissional ressalta que vivemos um momento de Massive Open Online Courses (MOOCs) na área da beleza, com cursos abertos oferecidos online e nas redes sociais. "A dica é aproveitar todas essas plataformas para que seja possível desenvolver sua técnica, de forma online. Isso é possível e é barato", destaca. 

"Para um primeiro passo, esses cursos não têm um custo alto de investimento. O segundo passo será de acordo com o que a pessoa vai procurar", completa.

3. O trabalho pode ser móvel

O hair stylist destaca que hoje é possível fazer um trabalho móvel. E aqui, não falamos de trabalhar em casa, o home office, mas de estar em vários lugares. "Se você é uma marca, pode fazer mais de um co-branding (associação entre duas marcas, a do salão e a do profissional de beleza, por exemplo). Não é necessário trabalhar apenas em um lugar. Não pense que ser profissional da beleza é estar trancado em um único lugar. Quanto mais fechadas as pessoas estiverem, menor será a abrangência delas. Se elas têm uma plataforma aberta, elas também são livres", destaca.  

E ele ainda lembra que existe a Lei do Salão Parceiro, que permite ao profissional fazer várias parcerias ao mesmo tempo e atendendo em diferentes locais. 

Anotou as dicas? Agora é escolher uma área de atuação e #PartiuEmpreender!


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