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Brasileira é homenageada por trabalho no Sudão

Catarinense é a única cirurgiã de trauma no Sudão do Sul. Honraria marca o Dia Mundial Humanitário

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O Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICV) homenageia, no Dia Mundial Humanitário, comemorado em 19 de agosto, mulheres que atuam em áreas de conflito no mundo inteiro. Entre as homenageadas está a médica brasileira Nádia Rudnick, especializada em trauma e emergência. Atualmente, Nádia faz mestrado em ação humanitária internacional e atua como cirurgiã em um hospital militar no Sudão do Sul, onde é a única mulher da equipe. Ela integra o Comitê da Cruz Vermelha.

“Eu vejo que, para pacientes do sexo masculino, não muda se você é mulher ou homem. Mas sinto que com pacientes do sexo feminino, elas provavelmente se sentem um pouco mais confortáveis em ter uma médica, cirurgiã, do mesmo sexo que elas”, afirma.

Nascida em Santa Catarina, Nádia estudou Medicina em Curitiba e fez a residência no Hospital Pronto Socorro de Porto Alegre, onde especializou-se em cirurgia e começou a trabalhar. O Sudão do Sul é a sua primeira missão humanitária. "Foquei meus estudos em trauma e emergência e, no final do curso, já sabia queria seguir a carreira humanitária."

No Sudão do Sul, onde os combates afetam milhões de pessoas, as mulheres e crianças são as mais afetadas. Em 2018, 121 menores (de até 15 anos) e 125 mulheres foram internadas em hospitais apoiados pelo CICV com feridas causadas por armas. Mulheres e crianças representaram 30% dos pacientes feridos por armas que deram entrada nos estabelecimentos de saúde apoiados pelo CICV.


Destaque para quem se dedica a ajudar pessoas em risco

A data, criada pela Organização das Nações Unidas (ONU), é comemorada para mostrar a importância de quem deixa casa e família para ajudar pessoas em situação de risco.   

O Dia Mundial Humanitário coincide com a data do ataque terrorista contra a sede da ONU em Bagdá, no Iraque, que feriu 150 funcionários e matou 22. Uma das vítimas foi o diplomata brasileiro e então chefe do Escritório do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos (ACNUDH), Sergio Vieira de Mello.  Segundo o CICV, o trabalho humanitário é fundamental em áreas de conflito, principalmente para atender mulheres, que em geral são afetadas de forma desproporcional, vítimas de ameaças ou violência sexual.

De acordo com dados do Alto Comissariado da ONU para Refugiados (Acnur), em todo o mundo, 132 milhões de pessoas precisam de assistência humanitária devido a conflitos, repressões e desastres naturais. Metade desse grupo é representado por meninas e mulheres que diariamente enfrentam discriminação e violência.

Com informações da Agência Brasil e Cruz Vermelha Internacional


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