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Entenda as competências que os empregadores buscam nos profissionais

Aumente sua chance de contratação com dicas de especialistas sobre as qualidades buscadas pelas empresas


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Quem está em busca de recolocação, muitas vezes fica em dúvida sobre quais as exigências das empresas. Para aumentar as chances de se colocar, é preciso entender as competências esperadas pelas empresas - especialmente em épocas de novas profissões. Atualmente, as empresas dividem as competências e capacitações em duas categorias. As hard skills são as capacitações técnicas (de aprendizado) que podem ser comprovadas com diplomas, certificados de qualificação, cursos, e também na prática profissional, entre outras formas. Já as soft skills são as competências comportamentais e sociais do profissional e, por estarem ligadas às suas habilidades mentais e emocionais, são mais difíceis de serem ensinadas e de serem medidas.

Os mais de 20 anos de atuação na área de Recursos Humanos dão à Simone Albrecht Marisco o conhecimento para analisar a ascensão e a obsolescência de certas profissões e como isso impacta na vida dos profissionais. Ela aponta que, hoje, todas as profissões têm relação com a tecnologia e com processos inovadores e este conhecimento acaba sendo exigido nas hard skills. “Todos os profissionais terão que saber identificar no seu campo de trabalho quais são os sistemas, a tecnologia utilizada, e se apropriar deste conhecimento”, afirma. 

Ao mesmo tempo, a consultora lembra que os profissionais terão que saber trabalhar as relações humanas, pois o bom profissional precisa saber mais do que a técnica, que é quando se destacam as soft skills. “Ele tem que saber lidar com as pessoas, interagir com diferentes grupos, apresentar ideias claras, posicionar-se sobre qualquer assunto, manter uma comunicação assertiva e desenvolver a grande habilidade de realmente saber ouvir”, detalha. 

É importante que o profissional não fique esperando pelo empregador. É preciso buscar atualização constante. “A internet proporciona uma avalanche de informações e, mais do que isso, vários cursos online. Essa busca pelo auto aprendizado se soma à características como iniciativa, determinação, foco em resultados e criatividade, todas fundamentais para um mercado de rápidas mudanças”, cita. Simone ainda destaca que as profissões emergentes exigem desenvolver um raciocínio ágil, que se liga a uma forma de trabalhar também objetiva e ágil, com visão sistêmica e alinhada à cultura da empresa, contribuirá para se diferenciar.

 

Mais do que um colaborador, profissionais empreendedores

O relatório divulgado pelo LinkedIn sobre as principais profissões no Brasil em 2020 destaca que tanto o mercado de trabalho quanto as esferas da vida mais privadas têm suas dinâmicas aceleradas nessa que é chamada de "era da digitalização". Mais do que rápidas, as transformações obrigam as pessoas a se adaptarem a novas formas de trabalhar, se comunicar, se posicionar no mercado. Esse é o grande desafio! 

Uma das profissões emergentes em 2020 já é velha conhecida do mercado: a de Representante Comercial. “Hoje ele é uma pessoa jurídica, um empreendedor que começou seu negócio próprio, e ser empreendedor é uma das grandes tendências da nossa economia, como mostra o crescimento dos registros de MEI (Micro Empreendedor Individual)”, frisa Simone. 

Em relação às competências, as profissões mais tradicionais, como do Representante Comercial, enfrentam o novo cenário quanto aos clientes. Os clientes têm acesso a cada vez mais informação e, com isso, podem estar mais preparados para argumentar, o que desafia o profissional de venda. “A negociação foi para outros patamares, podendo o cliente inclusive saber mais do produto do que o vendedor” o que, muitas vezes, é responsabilidade da própria empresa. Simone exemplifica comentando que há empresas que treinam os representantes e vendedores sobre seus produtos e serviços em cursos à distância e, muitas vezes, entregam o mesmo treinamento para os clientes. 

Fica a pergunta: o que diferencia o Representante Comercial do cliente? Ele entende a realidade de cada consumidor em específico, aplicando as informações do curso em cada contexto, pensando nas dores e necessidades. “Mais do que conhecer o produto, suas características e benefícios, ele deve entender de pessoas, saber os cenários onde seus produtos são usados, por quem, para quê e como. Dominar a  “experiência do usuário” é o que faz com que ele saiba entregar a sua venda”, conclui.

 


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