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Lançamento do Bella Mais destaca mulheres reais

Campanha especial dá protagonismo a mulheres que foram em busca de seus sonhos

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A partir de hoje, o Correio do Povo lança seu portal exclusivamente feminino, o Bella Mais. Ele traz informação diária nas mais diferentes áreas - de saúde e comportamento até as últimas tendências de moda e beleza - sempre com uma conversa horizontal, feita por mulheres para mulheres. Isso sem falar no nosso time de colunistas! 

E no dia em que o Bella Mais entra no ar, damos as boas-vindas às leitoras com uma campanha mais que especial. Os anúncios destacam mulheres reais e donas de si mesmas. São três 'bellas' com vidas bem diferentes, mas ao mesmo tempo com muito em comum: a garra e a vontade de vencer.

Conheça um pouco mais da história dessas mulheres especiais, que inauguram também a nossa coluna de protagonistas, onde iremos contar histórias de mulheres inspiradoras.

Eraci Pacheco

Eraci Pacheco, 59 anos, tem orgulho de sua trajetória de superação. Natural de Santa Rosa, passou dificuldades junto da família e, com muito esforço, conseguiu se formar em Direito. Após ser aprovada em um concurso público, mudou-se para Porto Alegre, trabalhou 25 anos na área, cresceu na carreira e se aposentou. Hoje, atua com outra paixão que descobriu junto do voluntariado: a costura.

"Quando interrompi (o trabalho), pensei: 'tenho que ser útil'. Então fui para o lado da moda. Fui fazer cursos de costura e modelagem e me encantei. Era pra ser um hobby, mas virou outra profissão", conta ela, que trabalha em um projeto de reaproveitamento de tecido com famílias carentes.

Sobre o legado que gostaria de deixar para as mulheres, ela é enfática: "você é capaz, não importa a condição que está hoje. E sonhe sempre, tenha projetos de vida. Nem deixe terminar um e já comece outro. Mesmo se for pra costurar a barra de uma calça", ressalta.

Qual então o próximo projeto? "Gostaria de ter um local que pudesse ter condições de dar vários tipos de oficinas, de lançar essas mulheres no mercado de trabalho, empoderá-las, resgatar a autoestima delas", almeja.

Fernanda Pokorski Stefani

Ela era uma designer de moda com sua própria marca quando resolveu mudar de profissão. Hoje, Fernanda Pokorski Stefani, 28 anos, encontrou seu ofício fazendo flores e arranjos para casamentos. E ela atribui o sucesso ao principal diferencial do trabalho: além de toda a dedicação, claro, faz questão de entregar os buquês pessoalmente. "Sempre faço a entrega para ver a reação da pessoa", conta.

Fernanda começou decorando igrejas nos finais de semana. "Dali, vi que dava pra fazer algo mais profissional, então comecei o curso de florista e fui me apaixonando pela pela área", diz. Hoje, sente-se realizada. "Sempre quis ser reconhecida pela minha profissão, independentemente de ser moda ou de ser flores. Meu sonho sempre foi ter um espaço meu, com meu nome", revela. 

A paixão pelo trabalho, conta a florista, faz com que sempre busque passar algo além do presente. "O sentimento que a flor transmite é diferente. Ela te passa muitas coisas, desde felicidade, até o cheiro. Já me disseram que meus arranjos contam uma história", relembra.

Mesmo porque, ela sabe que o que entrega é especial. "Sempre tento entregar algo a mais, fazer algo diferente que toque. E saber que as pessoas estão gostando é gratificante. Me sinto realizada e feliz."

Juliana Paim

Juliana Paim, 35 anos, fez o caminho inverso ao de Fernanda. Tendo começado a carreira na área da contabilidade, hoje ela é feliz à frente de seu próprio ateliê - e considera esse recomeço sua maior atitude. "Sempre amei a moda, até que chegou uma hora que vi que era o momento de fazer isso", conta.

Após 8 anos trabalhando em um escritório contábil, Juliana teve vontade de retomar a antiga paixão. "Chegou uma fase em que estava muito cansada, muito estressada, já perdendo o cabelo por estresse do trabalho. Recém tinha casado, comprado minha casa com meu marido. Era o momento ideal para fazer a faculdade de moda", lembra.

E ela, com carinho, cita a avó como a grande inspiração. "Nasci vendo minha avó costurar. Ela tinha um ateliê em casa. Me ensinou a costurar à mão, me deu a primeira máquina. Ela não viu meu processo de entrar no mundo da moda, mas eu a tenho muito presente na minha vida. Tenho certeza de que onde ela estiver, está acompanhando e está orgulhosa do que eu consegui fazer pelo legado que ela deixou", diz.

Nem mesmo uma hérnia, que deixou Juliana sem os movimentos de uma das pernas durante alguns meses, tirou a vontade de vencer. "Se tornou um sonho fazer o ateliê funcionar, ver as clientes gostando do produto dentro da proposta que queriam. Para mim, hoje, a maior satisfação é ver a cliente feliz, satisfeita com aquele produto que a gente desenvolveu", conta.


Fotos: Guilherme Testa

Beleza: Jusse Pitana

Locação: Estúdio Velvet


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