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'Sigo aprendendo a cada dia'

Natália Chaves identificou a carência no mercado e hoje está à frente de loja e marca de moda infantil

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Ela sempre teve vocação para gestão e, antes mesmo de mudar a área profissional, mostrava veia empreendedora. Natália Chaves começou com uma franquia de laboratórios quando se formou farmacêutica bioquímica. Ao se tornar mãe, contudo, identificou a carência no mercado de marcas infantis que vestissem seu consumidores como eles são: crianças. Assim, em 2016, abriu a Maria Cirandinha, loja em Porto Alegre que conquista cada vez mais a garotada, e acaba de lançar uma marca de moda praia infantil.

No mês em que se comemora o Dia do Empreendedorismo Feminino, em 19 de novembro, o Bella Mais segue com a série especial sobre mulheres que se arriscaram e fizeram o negócio dar certo.

Claro que nem tudo foi fácil a partir da mudança. Quando a loja tinha quase um ano, a sócia de Natália, com quem tinha muita proximidade, mudou-se para Portugal. A empresária, então grávida do segundo filho, viu-se em um período delicado e chegou a pensar em fechar o negócio.

"Na época, uma outra empreendedora comprou a parte da minha primeira sócia e conseguimos manter a operação. Mas, nesse momento, entendi os motivos pelos quais a maioria das pessoas prefere não ter sócio. Passados onze meses, desfizemos a sociedade e eu permaneci sozinha", conta.

A partir daí, a loja não parou de crescer. Tanto, que no mês de outubro, Natália, junto de outras empresárias, lançou a marca de moda praia infantil Sol Amarelo Kids. "Está sendo uma nova experiência no ramo do empreendedorismo para mim e para a loja. E estou gostando muito desse novo 'braço'", conta.

'Questão incerta'

Apesar do incremento dos negócios, Natália destaca que "dar certo é uma questão incerta". "Cada vez repenso e procuro reestruturar meu negócio, atendendo às demandas que se modificam. Sigo aprendendo a cada dia", diz.

E já que o assunto é empreendedorismo feminino, a empresária ressalta a qualificação profissional delas. "Eu acredito muito no potencial das mulheres. Somos, por natureza, multitarefas, multifunções. Acho que o importante para começar um negócio é amar aquele produto ou serviço, ver demanda por ele no mercado e se cercar de pessoas competentes", destaca. 

Na questão gerencial, contudo, lembra que é importante sempre tentar identificar os pontos mais fracos do negócio em questão, procurando ajuda de especialistas, sempre que necessário.

"Acredito que só deve empreender quem consegue viver com um salário incerto no fim de cada mês. Além disso, é preciso amar o que se faz e colocar muita paixão no trabalho. Empreender não é para todos e não existe fórmula mágica de sucesso. Só tentando para saber. E eu acho que sempre vale a pena tentar", encoraja.

por Gabriela Loeblein

Gabriela Loeblein adora moda, é apaixonada pela diva Madonna e é mãe de três peludos. É jornalista e está sempre atrás de novidades em tendências e make. @gabiloeblein


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