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Websérie mostra empreendedorismo feminino

Vídeos mostram entrevistas com mulheres que se reinventaram durante a pandemia

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O empreendedorismo feminino foi um dos setores que sofreu com os impactos da pandemia no Brasil. Segundo estudos dos institutos Rede Mulher Empreendedora e Locomotiva, 86% dos negócios liderados por mulheres fecharam, ou funcionam apenas em parte durante isolamento social. E, ainda, 61% das empreendedoras entrevistadas (mais de mil mulheres foram ouvidas) não faturaram mais que um salário mínimo durante o período.

Entretanto, na contramão da desistência, algumas empreendedoras encontraram na reinvenção de seus negócios uma forma de seguir em frente. E foi por acompanhar de perto alguns cases de inovação que Raquel Mazuco e Renata Klein, idealizadoras, decidiram lançar a websérie “Como me reinventei na pandemia”. As empresárias estão à frente da  da Trampolim, empresa de consultoria focada em empreendedorismo feminino, de São Leopoldo. A websérie é exibida no instagram.

Com relatos feitos pelas próprias empreendedoras, os episódios do projeto gravado à distância, por conta das orientações de prevenção à Covid-19, trazem histórias reais e motivadoras para sensibilizar e inspirar outras mulheres que estão em busca de uma solução financeira também. “À medida que os primeiros dias da pandemia foram passando, no andamento das reuniões online com nossas empreendedoras, começamos a perceber um movimento muito potente partindo delas, e o desejo de usar esse momento desafiador para se reinventar, mudar sua história e garantir sua renda”, conta Raquel.

Quando os primeiros resultados começaram a aparecer, a ideia foi clara: era preciso compartilhar. “Percebemos que as empresárias tendem a achar que inovar requer recursos que elas não possuem. Que é algo difícil, que não conseguirão fazer. Ao contar essas histórias, queremos mostrar como empreendedoras de porte pequeno e recursos limitados conseguiram dar a volta por cima”, destaca Renata.

Como participar

O primeiro episódio da websérie já está no ar e conta a história de adaptação da empresa de roupas sob medida Looper Costuras, de Esteio. A sequência trará mais clientes da Trampolim, mas o objetivo é poder apresentar histórias de outras empreendedoras também. “Acreditamos no poder da colaboração. Quanto mais pessoas estiverem dispostas a participar, mais inspiração, mais confiança e ideias serão compartilhadas, criando um looping de positividade, boas práticas e coragem”, incentiva Renata. 

 


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