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Finanças em tempo de quarentena: como se organizar?

Orçamento familiar deve ser revisado nesse período de confinamento

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Junto da quarentena vieram diversas adaptações em nosso cotidiano, e uma das áreas mais afetadas neste período foi a financeira. Empresas e pessoas físicas têm sentido os impactos do distanciamento social, abertura parcial do comércio, trabalho remoto, entre outras medidas necessárias durante a pandemia de Covid-19. 

Segundo o professor da área de finanças da Faculdade Senac Porto Alegre, Carlos Lencini, o orçamento deve ser revisto em tempos de confinamento. “Com maior tempo em casa, os gastos tidos até então como comuns - uso do carro, jantar fora, cinema, compras de produtos por impulso, shows, entre outros - hoje são supérfluos. Desta maneira, o consumo acaba sendo menor e a vida em confinamento se torna mais econômica. Assim, é possível reduzir os gastos e alocá-los nos itens mais importantes para equilibrar o orçamento”, explica. 

Lencini alerta que o principal risco neste período é a perda de poder aquisitivo originada pela falta de renda. “Os trabalhadores formais estão ameaçados por demissões, já os autônomos sofrem perda de mercado. Com isso, os riscos colaterais são a falta de condição de compra de produtos, bens ou serviços e a inclusão em cadastro de crédito por conta da inadimplência”, sinaliza o professor. Um fator importante é elencar prioridades. “O ‘tripé’ alimentação/moradia/saúde deve ter preferência durante este período. As demais categorias terão que esperar o retorno à normalidade, pois neste momento o importante é manter a vida econômica aliada à física”, ressalta. 

Depois de elencadas as prioridades, o próximo passo é identificar as fontes de renda possíveis: salário (100% ou com redução), seguro desemprego, poupança, auxílio emergencial ou renda alternativa - que pode ser uma grande aliada na quarentena. “Empregados formais ou autônomos devem buscar alternativas de geração de renda. Prestação de novos serviços em tempo de utilização da internet, realização compras para idosos, confecção de máscaras, trabalhos em plataformas digitais são alguns exemplos possíveis”, aponta Lencini. 

E sim, a quarentena deve ser um período de economia financeira. “Não sabemos como será a próxima semana, quinzena ou mês. Por isso, é prudente, dentro das condições de cada um, economizar para enfrentar os cenários futuros”, aconselha o professor.

Aplicativos podem ser aliados

Mas como controlar os gastos na prática? Para os que não são adeptos às planilhas de excel ou até mesmo manuais, existem aplicativos que podem ajudar nessa missão. Aqui vão algumas dicas:

GuiaBolso

Ajuda a controlar os gastos de forma automática, já que permite a sincronização com contas de banco e cartão de crédito - desde que fornecidos os dados necessários. Da mesma forma, separa os gastos em categorias como alimentação, transporte, entre outras. Gratuito e disponível em Android, iOs e site.

Minhas Economias

Além de também fazer o controle dos gastos de forma automática, ainda gera gráficos que auxiliam a entender melhor como estão as finanças. Também ajuda a poupar dinheiro, pois após definido um orçamento, o aplicativo mostra seu progresso para chegar no objetivo. Gratuito e disponível em Android, iOs e site.

Organizze

Aqui uma opção sem sincronização automática, em que os ganhos e gastos podem ser adicionados manualmente pelo usuário. Ajuda no controle financeiro através de gráficos que mostram para onde estão indo os investimentos e de onde vêm os ganhos. Gratuito - mas com opções pagas para mais funcionalidades - e disponível em Android, iOs e site.


 


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