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Golpes virtuais viram rotina na pandemia; saiba como se proteger

Isolamento social, aumento do uso de WhatsApp e compras online favorecem novos golpes


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Você já deve ter visto na timeline de alguma de suas redes sociais um de seus amigos ou conhecidos relatando ter sido vítima de um golpe virtual. A situação que já acontecia antes, teve um aumento considerável no período de pandemia - pois ela trouxe fatores que contribuem ainda mais para esse cenário.

Segundo o advogado Pedro Henrique Moral, o primeiro deles é a falta de estabelecimentos comerciais abertos. “Esta situação trouxe uma desculpa perfeita para os golpistas, facilitando inclusive sua justificativa para requerer dados e informações à distância”, explica. Outro ponto é o aumento do desemprego. “Infelizmente isso fez com que pessoas pensassem em alternativas para aferir renda, sendo que lamentavelmente, parte delas terminou seguindo para o caminho dos crimes”, observa o profissional. 

Dentro desse contexto, os golpes mais comuns de tecnologia que ocorreram na quarenta envolvem, além de cartões de crédito, o phishing, whatsapp clonado, golpe do motoboy, leilão falso e o auxílio emergencial falso. “Em boa parte dos casos o prejuízo sempre ocorre com pessoas mais velhas, por entenderem menos de tecnologia, o que as tornam um alvo mais fácil”, aponta Pedro.

Como evitar ser vítima

De acordo com o advogado, mesmo com tanta tecnologia disponível, inclusive para coibir a ação de golpistas, os bancos, por exemplo, ainda são falhos porque não oferecem a segurança necessária para o consumidor. “Essas instituições não possuem interesse em investir para evitar esse transtorno, que modificaria a estrutura consideravelmente. Preferem arcar com o eventual prejuízo de uma ação judicial”, declara Pedro. 

Ainda segundo o profissional, a principal legislação que existe neste sentido e que regulamenta essas relações é o código de defesa do consumidor, que protege perante eventuais falhas no produto, ou serviço oferecido pelas empresas. “Por essa razão, é sempre bom tomar cuidado com e-mails, mensagens eletrônicas e nunca compartilhar o acesso ao cartão de crédito e conta corrente”, aconselha. 

Veja outras dicas trazidas pelo advogado para evitar ser vítima dos golpes virtuais:

 - Sempre verifique quem é o remetente dos e-mails que chegam na sua caixa de entrada;

 - Não compre em sites de leilões terminados em “ponto com”, opte pelos “pontos com ponto br”;

- Jamais compre em sites que tenham em sua url .com/br;

- Cheque as informações e avaliações de onde está fazendo a compra online;

- E o mais importante: não confidencie a senha ou empreste seu cartão de crédito ou débito para ninguém, em hipótese alguma.


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