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Negócios & Finanças

Lojas investem no atendimento personalizado

Apesar da facilidade do digital, empresários destacam que os clientes ainda buscam o lado humano por trás do processo

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A tecnologia e os meios digitais mudaram as relações de consumo e principalmente o comportamento dos consumidores. Com todas as informações e acesso às marcas na palma da mão nos dispositivos móveis, o atendimento personalizado se tornou fundamental para as empresas.

Apesar da facilidade no acesso aos produtos e serviços, os clientes ainda buscam o lado humano por trás do processo. Além disso, a aproximação com este consumidor que antes se dava somente no ponto de venda, agora acontece por diversos canais. Um ponto a ser destacado e que pode ser determinante para a decisão de compra é que muitos consumidores optam por empresas que pensam além do produto, tendo um propósito maior. 

Foi essa a motivação das empresárias Beatriz Job e Heloísa Hervé, que há dois anos criaram o coletivo de marcas autorais Aloja. As 14 grifes presentes nos dois pontos de venda da empresa, um na Avenida Lucas de Oliveira e outro recém inaugurado, na zona sul da Capital, trabalham o conceito slow fashion, apostando na moda sustentável e consciente.

“Percebemos que essa é uma demanda dos clientes: saber a origem da roupa ou acessório que estão comprando, quem são as pessoas por trás daquilo. Além de também acharmos fundamental dar espaço para marcas locais”, esclarece Beatriz.

A dupla de sócias usa sua expertise em publicidade, sua formação de origem, para tornar os produtos e o atendimento mais atrativos. Uma das estratégias, por exemplo, é explicar para os clientes um pouco da história de cada marca presente no local. “A partir do momento que o cliente sabe de onde vem o produto que está levando para casa e tem conhecimento sobre as pessoas que estão por trás da produção, ele leva consigo também nosso conceito”, explica.

Chocolate para presente

E quando o negócio é voltado para um nicho específico? Na Baby Chocolate, das proprietárias Georgia Biazus e Renata SantAnna, 70% das vendas são para presentear. Mesmo com o público-alvo sendo bebês de 0 a 12 meses, não são só os pais que procuram a loja.

“Nossa maneira de atender acaba sendo específica para diversos casos, como avós que vão em busca de um mimo para os netos, padrinhos, pessoas com alguém próximo que engravidou. E como muitos deles não têm contato com esse universo infantil, nosso diferencial está em fazer com que eles se sintam inseridos neste contexto na hora da compra”, explica Georgia. O resultado: alto índice de recompra.

Os dois casos reforçam a importância não só do bom atendimento, mas que a preocupação das empresas em oferecer uma experiência positiva para o consumidor, desde o momento em que se interessam pelos produtos até o consumo, é cada vez mais um diferencial competitivo no mercado.   


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