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Convivência em condomínios durante a pandemia exige bom senso

Para evitar ou solucionar conflitos, é importante apostar no senso de coletividade


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A rotina mudou, estamos cada vez mais em casa. E, com isso, temos que dar atenção maior para a convivência com os vizinhos. Desde 18 de março, quando foi divulgado o primeiro decreto do prefeito Nelson Marchezan, relativo ao fechamento das áreas comuns dos prédios em Porto Alegre, o isolamento social ganhou novos desafios.

Como ficar com a família toda em casa sem usar áreas de lazer como parquinhos, academia, piscinas, espaço kids em apartamentos cada vez menores? A palavra-chave é bem senso, segundo José Henrique Hornung, da PH3 Solutions, empresa especializada na administração de condomínios em Porto Alegre. “Naturalmente os moradores ficaram mais estressados pois estão em casa, com os filhos e em apartamentos com 50 ou 60 metros quadrados. Agora a situação está melhor, pois os moradores estão entendendo o potencial do vírus; o sacrifício é necessário para a proteção da vida humana, o que se sobrepõe”.

Hornung observa que alguns conflitos surgiram justamente por conta da mudança do padrão de comportamento das famílias. Com muitos profissionais em home office precisando trabalhar, o barulho das outras famílias se tornou um desafio extra para um novo dia a dia estrassante. Há música, crianças cheias de energia brincando no apartamento ao lado, famílias inteiras conversando. A solução passa pela paciência redobrada e compressão.

A informação também é aliada para reduzir o estresse e os conflitos. Os grupos de WhatsApp do condomínio se tornaram fonte de divulgação para dicas de divertimento em casa (lives de artistas, visitas virtuais a museus, entre outros) e de condutas de convivência. Apesar de ter a tecnologia como grande aliada, ainda há espaço para ações pessoais - ainda que distantes. Em um condomínio, na zona sul de Porto Alegre, e empresa organizou um hapy hour com música ao vivo. Os moradores das 190 unidades participaram das janelas e foram chamados a fazer doações. “Além da diversão, arrecadamos alimentos, itens de limpeza, higiene pessoal e roupas para os funcionários do condomínio, já que muitos estão enfrentando dificuldades em suas famílias. O que sobrar, vai ser doado para instituições de caridade”, afirma Hornung.

Empatia e boas práticas são fundamentais

A convivência em comunidade traz o desafio da empatia constante. “Quando se mora em um condomínio, precisamos entender que não vivemos sozinhos e que há um senso de comunidade que não pode ser esquecido”, diz Hornung, que criou um grupo de apoio para ajudar condôminos que não contam com uma rede de proteção para ajudá-los nas compras de medicamentos e alimentos.

Para garantir as boa convivência, protegendo os vizinhos e a sua família, o gestor indica algumas condutas importantes:

-Sempre que for circular pelo condomínio, use máscaras e álcool em gel nas mãos;

-Ao utilizar o elevador, não use as mãos para acionar as botoeiras, use algum objeto ou o cotovelo;

-Se tiver outras pessoas no elevador, não entre. Espere a próxima viagem. Evite misturar as famílias;

-Evite tocar superfícies como o corrimão, fechaduras, entre outras;

-Não toque nos vizinhos, converse de longe.

 


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