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A cantora Ariana Grande participou dos protestos nas ruas nos Estados Unidos

#VidasNegrasImportam: artistas usam as redes para explicitar o racismo

No Brasil e no exterior, cantores, atores e esportistas se manifestam sobre a morte de George Floyd


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Desde a última semana, o mundo acompanha as reações à morte de George Floyd, um homem negro que teve o pescoço prensado no chão pelo joelho de um policial branco nos Estados Unidos.  Desde então,  as manifestações antirracistas ganharam as ruas daquele país e também de outros locais do mundo.

Diversas celebridades estão se manifestando sobre a situação. O ator Jamie Foxx e as cantoras Ariana Grande e Lana Del Rey foram às ruas participar dos protestos. Katy Perry e Harry Styles anunciaram que pagariam a fiança dos que fossem detidos.

Já nas redes sociais, ganha força a hashtag #vidasnegrasimportam e o equivalente em inglês #BlackLivesMatter. Mais uma vez, as celebridades vem usando suas perfis para explicitar e condenar o racismo - muitas vezes velado - ajudando na discussão e dando força aos movimentos. Aqui no Brasil, o caso do menino João Pedro, morto após ter sido baleado em uma operação policial no Rio de Janeiro, também está sendo lembrando.

Iza

A cantora publicou uma foto sua aos 3 anos de idade e um longo texto refletindo sobre sua vontade (e o medo) de ser mãe. “Eu me pergunto se ele também vai passar pelas mesmas coisas que eu passei. Se vão julgar ele pela cor, pela origem, por ser quem é. Se ele vai receber olhares, julgamentos e vai até se questionar se devia estar ali. Eu rezo todos os dias para que meus filhos nasçam em mundo melhor.

E complementou: “Nós não queremos morrer. Nós, porque quando um de nós morre todos nós morremos. Nos deixem respirar. E que todos os que estão postando sobre os últimos fatos tenebrosos não façam apenas parte de uma corrente e sim entendam que essa luta precisa de todos nós para ser vencida.”

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

Essa foto é velhinha demais mas morro de amores por ela. Acho que eu tinha uns 3 aninhos na época (me diz aí, mãe). E toda vez que eu olho pra essa foto eu penso: “Como será que meu filhote vai ser?”. Sei lá, essa foto me faz questionar isso mais que outras fotos que tenho aqui em casa. O triste é que ultimamente eu não só me pergunto como ele será. Eu me pergunto se ele também vai passar pelas mesmas coisas que eu passei. Se vão julgar ele pela cor, pela origem, por ser quem é. Se ele vai receber olhares, julgamentos e vai até se questionar se devia estar ali. Eu rezo todos os dias para que meus filhos nasçam em mundo melhor. Um mundo que mereça seus sonhos. Um mundo que simplesmente o deixe viver. Eu oro para que meus filhos não vivam com medo, triste realidade nossa. Minha timeline essa semana estava repleta de manisfestações e do horror que o racismo nos faz viver ainda hoje, em 2020. É inacreditável ainda termos que protestar e gritar que vidas negras importam porque até hoje, mesmo com a linda filosofia de que todas as vidas importam (e sim, todas devem importar), nós continuamos morrendo e sendo resumidos a números. Chega. Nós não queremos morrer. Nós, porque quando um de nós morre todos nós morremos. Nos deixem respirar. E que todos os que estão postando sobre os últimos fatos tenebrosos não façam apenas parte de uma corrente e sim entendam que essa luta precisa de todos nós para ser vencida. Todos os dias. Pelo João Pedro, George Floyd, por todos que se foram e por todos que virão. ✊🏾❤️ #vidasnegrasimportam #blacklivesmatter

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Katherine Heigl

Mãe de três crianças, sendo uma negra e uma coreana, a atriz americana desabafou no Instagram. Em um longo texto, ela reflete sobre sua “bolha branca”, motivada por seu educação inclusiva e assume sentir raiva pelo policial que matou Floyd. "Acordo com um único pensamento na cabeça. Como direi a Adalaide? Como vou explicar o inexplicável? Como posso protegê-la? Como posso quebrar um pedaço de seu belo espírito divino para fazer isso? Não consigo dormir." 

 

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

Page 1. I’ve debated posting this. I don’t typically use my platform or social media to say much when it comes to the state of our country. I keep most of those thoughts to myself. I act quietly and behind the scenes. I let those with far more experience, education and eloquence be the voices for change. But I can’t sleep. And when I do I wake with a single thought in my head. How will I tell Adalaide? How will I explain the unexplainable? How can I protect her? How can I break a piece of her beautiful divine spirit to do so? I can’t sleep. I lay in my bed in the dark and weep for every mother of a beautiful divine black child who has to extinguish a piece of their beloved baby’s spirit to try to keep them alive in a country that has too many sleeping soundly. Eyes squeezed shut. Images and cries and pleas and pain banished from their minds. White bubbles strong and intact. But I lay awake. Finally. Painfully. My white bubble though always with me now begins to bleed. Because I have a black daughter. Because I have a Korean daughter. Because I have a Korean sister and nephews and niece. It has taken me far too long to truly internalize the reality of the abhorrent, evil despicable truth of racism. My whiteness kept it from me. My upbringing of inclusivity, love and compassion seemed normal. I thought the majority felt like I did. I couldn’t imagine a brain that saw the color of someone’s skin as anything but that. Just a color. I was naive. I was childish. I was blind to those who treated my own sister differently because of the shape of her beautiful almond eyes. Or her thick gorgeous hair. Or her golden skin. I was a child. For too long. And now I weep. Because what should have changed by now, by then, forever ago still is. Hopelessness is seeping in. Fear that there is nothing I can do, like a slow moving poison, is spreading through me. Then I look at my daughters. My sister. My nephews and niece. George Floyd. Ahmaud Arbery. Breonna Taylor. The hundreds, thousands millions more we haven’t even heard about. I look and the fear turns to something else. The sorrow warms and then bursts into flames of rage.

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Bruno Gagliasso

Pai de duas crianças negras, o ator e sua esposa Giovana Ewbank, são vozes constantes contra o racismo. Em suas redes sociais, o casal, que está à espera do terceiro filho, não se furta de opinar e expor sobre situações que vivem e casos de grande repercussão. Em suas redes sociais, Gagliasso postou: “Será sonhar muito alto? Um mundo em que todos se enxerguem?”

 

Lewis Hamilton

O piloto britânico, seis vezes campeão mundial de Fórmula 1, denunciou o silêncio dos "grandes astros" do circuito "dominado por brancos". "Alguns de vocês estão entre as maiores estrelas e ainda permanecem calados diante da injustiça", publicou o piloto da Mercedes. "Ninguém move um dedo na minha indústria, que é um esporte dominado por brancos. Sou uma das poucas pessoas de cor, ainda estou sozinho", acrescentou o piloto britânico de 35 anos.

Rihana

"Nos últimos dias, a magnitude da devastação, raiva e tristeza que senti foi esmagadora, para dizer o mínimo! Ver meu povo sendo assassinado e linchado dia após dia me levou a um lugar sombrio", desabafou Rihanna, indignada, em sua conta do Instagram.

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

For the last few days, the magnitude of devastation, anger, sadness I’ve felt has been overwhelming to say the least! Watching my people get murdered and lynched day after day pushed me to a heavy place in my heart! To the point of staying away from socials, just to avoid hearing the blood curdling agony in George Floyd’s voice again, begging over and over for his life!!! The look of enticement, the pure joy and climax on the face of this bigot, murderer, thug, pig, bum, Derek Chauvin, haunts me!! I can’t shake this! I can’t get over an ambulance pulling up to an arrest, a paramedic checking a pulse without removing the very thing that’s hindering it! Is this that fucking normal??? If intentional MURDER is the fit consequence for “drugs” or “resisting arrest”....then what’s the fit consequence for MURDER???! #GeorgeFloyd #AhmaudArbery #BreonnaTaylor

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Taylor Swift

A cantora pop Taylor Swift mirou em Donald Trump parte de suas críticas. "Após inflamar a supremacia branca e o racismo durante toda a sua presidência, você tem coragem de fingir superioridade moral antes de ameaçar com a violência?", tuitou Taylor, que tem 86 milhões de seguidores na rede social.

Com informações da AFP


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