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Separação e educação dos filhos: o que fazer quando os pais discordam?

Pais costumam divergir até mesmo em tarefas cotidianas da educação dos filhos durante o processo de separação


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Segundo dados do IBGE, um a cada três casamentos termina em separação no Brasil e, como infelizmente nem todas essas separações acontecem de forma amigável, a educação dos filhos muitas vezes se torna ponto de divergência entre os ex-cônjuges. Afinal, como deixar os conflitos de lado na hora da tomada de decisões sobre a criação e educação das crianças?

Segundo o psicólogo Fernando Elias José, quando a separação não é feita de forma amistosa, normalmente vários pontos quanto a educação dos filhos se tornam divergentes. “Tudo no que diz respeito a eles começa a ser discutido, e na maioria das vezes, o foco das discussões acaba deslocado, ou seja, não sendo conversado o que realmente precisaria para uma boa criação e educação, mas sim a relação/separação entre os pais. As situações mais rotineiras são: a dificuldade na realização de tarefas escolares e na percepção de como ela expressa suas emoções”, aponta.

O profissional reforça que nesses casos, a criança deve ser o centro das preocupações e os pais devem lembrar que o papel de adultos deve ser exercido por eles. “Adultos têm de ‘proteger’ as crianças e não as colocar no meio das confusões de uma separação”, destaca Fernando. “Lembrando que estes conflitos podem dificultar na aprendizagem e nas relações interpessoais dessas crianças, podendo elas ficarem deprimidas, ansiosas ou agressivas”, alerta o psicólogo. 

Diálogo e suporte da família

De acordo com Fernando, a melhor forma para que os pais possam lidar com as divergências no que diz respeito aos aspectos da educação e criação dos filhos é o diálogo em prol de um desenvolvimento e crescimento dentro da normalidade. “Conflitos fazem parte da vida, porém, as crianças não devem lidar por conflitos gerados por discussões entre adultos”, ressalta. 

Outro aspecto fundamental é que os pais estejam atentos para perceberem suas limitações quanto a separação e o quanto ela poderá afetar as crianças. E quando isso acontecer, a ajuda de outros membros da família se torna importante, pois eles podem trazer um olhar “de fora” da situação. “Não existe um momento exato para a família se envolver, mas sabemos que quando feito de forma eficaz fará grande diferença na vida das crianças. A melhor forma de intervir será dialogando e buscando esclarecer que a criança que está precisando de ajuda nesse momento, até mesmo porque ela não tem subsídios internos para resolver esses conflitos”, indica Fernando. 


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