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Veja como auxiliar os filhos sobre qual profissão seguir

Escolha da futura profissão deve ser feita sem imposições, de modo a não gerar frustrações ou perda de tempo

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Estamos nos aproximando da reta final do ano e, para alguns estudantes, este também será o último semestre de aulas no Ensino Médio. Milhares de jovens deixarão a escola para trás e começarão a trilhar um caminho diferente, projetando o futuro e definindo a profissão. Apesar de os pais costumarem auxiliar nesse momento, vale ressaltar que ajudar e orientar não é sinônimmo de determinar qual caminho o jovem deverá seguir.

Muitas vezes, e por diversas questões, os jovens demoram a escolher qual faculdade cursar - e isso pode acabar aborrecendo os pais que querem que os filhos entrem logo nessa nova etapa. Nesse momento, é importante respeitar, evitar as pressões e a vontade de impor uma profissão ao filho - o que poderá causar traumas futuros. A conduta deve ser a de orientá-lo sobre as inúmeras possibilidades.

“Ainda durante o Ensino Médio, os pais devem conversar sobre o mercado de trabalho e os ofícios que cada segmento exige, além de incentivar os jovens a fazer testes vocacionais e de aptidão. Essa segurança é extremamente importante nesta fase. E, mais importante do que isso, é entender os desejos e comportamentos do jovem, de modo que ele não se sinta pressionado a escolher uma profissão por impulso”, explica o psicólogo comportamental Emerson Viana.

Pais ainda projetam os seus sonhos nos filhos

Infelizmente, muitos pais ainda projetam os seus sonhos nos filhos, sejam eles relacionados a um curso que gostaria de ter feito e não conseguiu, seja para dar continuidade a uma estrutura já construída. Diante disso, é importante ressaltar que essa pressão pode resultar em uma escolha ruim e prejudicar a evolução profissional do jovem. "O que acabo vendo é que após a conclusão da graduação, os filhos acabam seguindo outro caminho profissional, o que revela que ele simplesmente se manteve em determinado curso pela imposição dos seus pais. E isso pode causar danos desnecessários, sejam eles psicológicos, financeiros e até de tempo", explica o psicólogo. O diálogo, acrescenta o profissional, é sempre o melhor caminho.


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