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Investigação de infertilidade também deve ser feita no homem

Diretor científico do Fertility Medical Group esclarece que, após um ano de tentativas, o casal já deve procurar orientação médica

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O sonho de formar uma família, associado ao momento e às condições de cada casal, vem aumentando expressivamente a prática de reprodução assistida. Em 2018, foram realizados mais de 43 mil ciclos, significando um crescimento de 18,7% em relação ao ano anterior. Nesse contexto, o Rio Grande do Sul é o quarto estado no país, totalizando 2.888 procedimentos.

No caso de embriões congelados, sobe para o terceiro lugar, somando 7 mil – o que representa 8% do total nacional. A alternativa tem despertado o interesse especialmente de quem está decidindo ter filhos mais tarde. A procura também cresceu entre casais homoafetivos, que já constituem 10% do público geral. 

O diretor científico do Fertility Medical Group, de São Paulo, Edson Borges Júnior, um dos maiores especialistas no assunto do País na área, esclarece que a reprodução assistida é indicada àquele casal que está em tentativa há mais de um ano, sem sucesso. "Independentemente da idade, o casal deve procurar uma investigação, porque aí já consideramos que há uma infertilidade", orienta. 

'Se for fazer a investigação, que vá o casal'

E, segundo ele, não há contraindicação para a técnica. "É bastante seguro e indicado para esses casais que tem mais de um ano de tentativa sem gestação", completa o profissional, que ministrou palestra sobre os desafios da reprodução assistida nos dias atuais na inauguração do Centro de Fertilidade do Hospital Moinhos de Vento, em Porto Alegre, este mês.

"A principal orientação é que, se for fazer a investigação, que vá o casal. Se vermos em termos de probabilidade, o problema 40% está na mulher, 40% no homem e 20% no casal. Então não adianta ir só a mulher ao ginecologista. É o casal que deve ir ao especialista de medicina reprodutiva para ser avaliado conjuntamente", destaca 

O tratamento dura, em média, de duas a três semanas e, segundo o profissional, o fator principal para o sucesso é a idade da mulher. "A probabilidade de uma fertilização in vitro, por exemplo, que é o bebê de proveta, para uma mulher de 30 anos está em torno de 50%, 55% e em uma mulher de 35 em torno de 30%. Para uma mulher de 40 anos em torno de 15%. Então, a idade é muito importante para o prognóstico, ressalta.


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